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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

De V.A.R.ada.


Não foi só de virada, foi de V.A.R.ada também. O pênalti marcado pela tecnologia deu a oportunidade que o Coxa precisava para mudar o jogo, e mudou. Mas já chegamos lá. Primeiro é preciso dizer que a partida estava tensa. A alegria rapidamente foi transformada em preocupação por conta de confusão nas arquibancadas, a torcida logo foi da euforia alegre à depressão virulenta, e pra piorar, Muralha falhou bizonhamente. Isso somado ao espírito do time do Flu que veio pra garantir um empate, irritado e picotar o jogo fingindo contusões e fazendo cera o tempo inteiro fez do primeiro um dos piores tempos que assisti nos últimos meses. Ah, sim, claro levar gol do Ganso, e logo em seguida o 2x0 deixou a todos ainda mais pês da vida.
Mas veio o segundo tempo e com ele a tecnologia, a genialidade de Morínigo e o espírito raçudo do time. Léo Gamalho, craque, sofreu pênalti que só o VAR veria, e viu, para justificar sua existência. O var ainda gerou a expulsão do atleta do Flu e, apos cobrança de penal, o Gol do Coxa. Mas isso não bastava. Era preciso tomar as rédeas da partida, dominar os espaços, alterar a dinâmica, e nosso treinador fez isso primorosamente.
Não me recordo de outro jogo tão maluco, e com tempos tão discrepantes e qie temhamos sido coroados com a vitória. Merecida vitória!
Que nossa vida seja sempre assim na série A, um misto de competência e sorte. De orgulho e inteligência. De justiça e raça.
Sobre Muralha, me parece que deu pra ele. Infelizmente é preciso pensar profissionalmente e separar a consideração pelo humano que no caso merece todo o respeito da opção pelo profissional. É que o trabalho e a vida de outros tantos humanos não podem ficar à mercê de erros que tem se repetido à profusão.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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