De volta de novo.
Perdoem-me os organizadores, e até mesmo os que lá foram torcedores, mas, Dias e Arado, são gotas secas de passado refletindo a tristeza de nossas atuais dores.
Eu também abandonei o Coritiba, confesso. Parei de pagar o sócio, e não comprei mais ingresso. Dei-me o direito ao recesso.
De um ano pro outro tornamo-nos terceira força e ainda em queda, o que muito nos ensina. Quiçá a quarta; se considerarmos o belo histórico recente do Londrina. Há anos luz do maior rival, enquanto a gralha voa sobre nossa quintal, o vovô patina...
Oh Sina!
Se parar pra pensar, nada explica nossa luta e nossa aflição... portanto, ousei parar de pensar e deixar-me levar pela emoção.
Aproveitando um brevíssimo vespertino ócio, corri aflito à central de sócio. E num sinal divino de sorte, encontrei uma cadeira vaga, num ponto central do ProTork. Setor caro, mas esposa e filho pequeno exigem cobertura. Não é possível colocá-los ao léu, sob goteiras, e sobre frias rachaduras.
Cansei de ter razão, de estar certo. Cansei de dizer o óbvio, o claro, e achar-me esperto. Quero apenas curtir, tomar uma gelada, gritar e xingar, discutir sem motivo. Apenas olhar o futebol, ainda que mal jogado, sem critério, e sem objetivo.
Quero alienar-me! Ser sugado pela magia e pelos cantos que há anos sei de cor, dominado pelo calor, cuspindo sangue, saliva e suor.
Não quero mais fazer do Coxa um motivo pra pensar e sofrer. Quero no futebol e no estádio, mesmo o Coxa neste triste estágio, ver meu filho crescer.
Quem sabe ele veja um coxa decente, não decadente, utopia tão grande quanto um futebol sem violência? Não sei.. não quero saber... por hora opto pela ignorante inocência.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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