De Zago cheio
Com Zago cheio de cobranças, um clube cheio de mudanças e mistérios, um time cheio de dúvidas e incertezas, e uma torcida cheia de ter suas expectativas frustradas, iniciamos uma semana cheia de trabalho. O resultado obtido até aqui não poderia ter sido outro que não as derrotas para Fortaleza e Flamengo, além da eliminação da Copa do Brasil, após a diretoria ter mantido Antônio Oliveira por quase 30 dias, para demiti-lo depois do primeiro revés.
A falta de convicção e planejamento quanto ao futebol levou ao estado atual de coisas, deixando o Coritiba com apenas uma competição a disputar. Se há um lado bom nisso, é justamente a possibilidade de foco total no certame nacional. Esperamos que seja bem aproveitado.
Zago não conseguiu dar um treino inteiro, sem viagens ou partidas decisivas em seu encalço, mesmo assim, já é possível ver claras mudanças no esquema tático em comparação com o treinador anterior. Se o português presava por três médios e por posse de bola, Zago prefere um meio mais preenchido, e jogadas mais verticais. Confesso que me surpreendi coma escalação de Vitor Luiz na zaga, mas o atleta se houve bem. Jamerson foi destaque nas últimas partidas, assim como Bruno Gomes, que, quando colocado no lugar certo, é nosso melhor meio campista.
O engate, a ligação entre o meio e o ataque segue sendo um problema. Pinho, além de um tanto quanto desligado, ainda não conseguiu se firmar nem como “9”, nem como “10”. E por falar em 10, Marcelino Moreno segue não sendo utilizado. Um talento que se não é enorme, digno de ser chamado de craque, não pode ser subutilizado, pois, poderia sim ajudar e muito na criação de jogadas. Alguém teria de sair para dar lugar a Moreno, provavelmente Pinho, já que me parece unânime a convicção de que não podemos tirar do time Kaio César e Alef Manga. O jogo contra o São Paulo nos dá algum alento e esperança de que podemos jogar mais e melhor. Até porque jogar menos e pior seria realmente muito difícil.
A instabilidade política, a falta de uma linha de comando clara, e esse vai não vai da SAF, acabam por atrapalhar os resultados dentro de campo. Nenhuma empresa funciona bem quando a diretoria está batendo cabeça, incerta quanto ao futuro e claudicante sobre o presente. Precisamos de paz e tranquilidade em todos os setores do clube para que o time suba na tabela.
Depois de mais um início de ano com muita expectativa, e um tico de emoção, a realidade nos dá um tapa na cara: nosso objetivo é nos mantermos na Série A.
Sigam-me os bons!
@fernandoschumakmelo
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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