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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Declaração de guerra.

[t][/t]No dia 01.10.2015 escrevi coluna intitulada “O período entre guerras” (http://coxanautas.com.br/adm/?modulo=post&id=6033), dando ênfase à troca de nomes no G-0 Coxa, mas também alertando sobre o caráter político e típico do nova guerra em tirar o foco da catástrofe futebolística, trazendo à tona, pela septugentézina esquizofrenézima vez o tema do novo estádio. Pois bem, no dia seguinte, minha secretária anuncia um telefonema com a seguinte frase após eu perguntar quem era: “é da direção do Coritiba.” Eu que não sou conselheiro, nem sócio remido, nem pai, nem filho, nem cunhado de diretor e/ou conselheiro do Clube, estranhei, mas, feliz, e, lisonjeado, atendi.
Do outro lado da linha quem falava era o Guerra, que entre um convite pra eu ir ao Couto conhecer seu trabalho, tomar um café com ele, e aquele blá, blá, blá de político, trouxe à baila o tema de minha coluna e, para minha tristeza, admitiu que a matéria da Gazeta - sobre o novo estádio e sobre o que os ex-atletas achavam de um novo estádio - (aliás, “mérito” também da Gazeta também pelo excelente “furo”) – era mesmo uma cortina de fumaça para que os jogadores pudessem se lembrar de que estavam num time grande.
Eu fiquei pasmo, e quase perguntei: Dr., mas não seria melhor, quem sabe, pagar os salários? Não foi necessário. Ao descrever minuciosamente o caráter inventivo e enganador da “matéria” tentava me convencer da necessidade daquela medida, dando a entender que acreditava mesmo que aquele engodo era necessário... Nessa hora lembrei-me das palavras do sábio Dr. M. L. King “não existe nada pior que a ignorância sincera”. Por isso, nada que venha dessa diretoria me surpreende mais. Em tempos em que se discute o uso ou não da tecnologia no futebol, e que a partida não precisa mais ser iniciada com a bola para frente, são estas teses ultrapassadas que governam o Coritiba.

Permanência de Juninho: Certamente acertaram a venda dele na janela europeia e anunciaram como “Juninho fica” sendo que na verdade “Juninho vai, depois.” Típico.

Dodô: Seria um novo Abner? Não sei. Sei que da derrota para o Juventude a atuação do piá se salvou. Espero que não seja fogo de palha.

Kleina: apesar de dependermos da alegria das pernas do Negueba, da indolência de Alan Santos, e tantos outros craques para não sermos humilhados mais uma vez nesse ano, o Sevilla e o Leicester não me permitem admitir que nosso Coritiba fique abaixo do sétimo lugar este ano. O problema é de conjunto, forma de jogo, e, portanto, de comando técnico.
Como estão dizendo aqueles que até ele ir embora, em 2012, metiam o pau no Marcelo Oliveira: “Tragam Marcelo Oliveira!” Vindo ele e mais dois reforços pontuais, e indo embora outros dois ou três reforços pontuais, certamente teremos chances de conseguir algo nas competições que nos restam.

Adidas. E vocês que nem tentem se vangloriar por terem trazido a Adidas de volta. A patrocinadora vem a clubes de história, clubes de torcidas fortes e que, como a nossa, consomem seus materiais. Aliás, no nosso caso, digo que a Adidas vem apesar da ingerência de vocês, pois, a nossa paixão de torcedor não carece de plano de ação de três anos, nem aumenta, nem diminui por conta de uma eleição.

Layout da camisa. Ficou legal, eu gostei. E vocês que queriam ver a jogadeira, ou a primeira mais tradicional, não se preocupem. Tem muito tempo para eles lançarem diversas camisas, em diversas datas especiais e estuprarem sem dó o nosso bolso.

PS. Vocês!! Sim, vocês mesmos! Que puseram esses incompetentes na diretoria, enganando a torcida e sendo enganados pelas suas promessas, mancharam suas histórias no clube.

Relembre o “furo”, ou melhor, a “furada” da Gazeta:
http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/futebol/coritiba/agora-no-g5-do-coxa-alceni-guerra-quer-novo-estadio-e-diz-que-clube-precisa-imitar-o-atletico-2t5vnshszdikrnzkqdoj3c91y

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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