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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Degolados

DEGOLADOS

Parece que a informação sobre a prioridade que deveria ser dada à Copa Sulamerica não chegou até os jogadores. Em que pese eles aparentemente estarem cumprindo à risca a falta de prioridade no brasileirão. Resultado: cabeças rolaram. Esperamos que ainda outras tantas rolem ou ao menos sejam chacoalhadas no departamento físico e médico, estaleiro de navios quebrados e naus afundadas.

Saem Marquinhos, Ximenes, vem Mazzuco e mais quem? Um grande amigo meu sugeriu Caio Jr, que parece inclusive já estar reunido com o presidente. Me parece um bom nome, até porque, as possibilidades financeiras do Clube, as quais penso eu devem ser respeitadas, impossibilitam a contratação de Abeis Bragas, Levires Culpis, Leões e etc.
A tendência é que venha alguém com mais cancha, campo, bagagem, rodagem, tarimba, até mesmo para contrastar e dar mais peso e razão à demissão do jovem Marquinhos Santos.

Seja quem for que venha, vai pegar um rabo de foguete. Um time desacreditado, desrespeitado, sem brio, longe do topo da tabela brasileira e a um passo do abismo sulamericano.
Seja quem for, saiba desde logo que além de jogadores displicentes e arrogantes, encontrará uma torcida de saco cheio e que não tolerará mais vexames como o de ontem.

Seja quem for, boa sorte!

MANIFESTO DOS JOGADORES

O Brasil é o país mais hipócrita do mundo. O povo reclama do governo como se o governo fosse formado por alienígenas e não por membros saídos do próprio povo. O esporte, comandado por magnatas e carcamanos de colarinho branco, é tratado como uma mina de ouro, de onde se extrai o máximo de lucro, sem se preocupar com o estrago ambiental, (torcida e o futebol em si), muito menos com o bem estar dos garimpeiros (jogadores).

Não basta apenas adequar o calendário. É preciso um choque de lisura, de ética e de adequação dos valores pagos pelo futebol à realidade brasileira. É inadmissível que um clube que deva milhões ao erário contrate um jogador ou um técnico por meio milhão de reais. Só poderiam gastar tanto quem estivesse sem débitos tributários, trabalhistas e previdenciários.

Os endividados deveriam seguir uma tabela com tetos máximos e pisos mínimos em suas folhas salariais, até que quitassem suas dívidas com o Fisco. Seria uma espécie se superavit primário dos Clubes Brasileiros. Ora, se o governo economiza para pagar suas dívidas, se nós nos ferramos para pagar as nossas, por que não os Clubes? Da mesma forma os ingressos e as cotas de TV, que deveriam ser mais igualitárias e menos segregacionistas.

São vários os vespeiros a cutucar. A perda de pontos aos clubes endividados é um deles. Outro, é o fim dos estaduais, ao arrepio das falidas, burocráticas e perniciosas Federações Estaduais. Não creio ser necessário adequar o nosso calendário ao Europeu, basta planejamento, e estudo minucioso das nossas datas e campeonatos. Façam copas regionais, deem calendário aos clubes menores para que se digladiem durante meio ano e aos clubes grandes deixem que entrem nas fases finais. Não é tão difícil, mas sem vontade, tudo se complica.

Assim como a reforma política, não resolveremos os problemas do futebol para a próxima temporada, mas as discussões já passaram da hora de começar. Discussões sérias, salutares, que priorizem o espetáculo, o torcedor, mas, principalmente, o patrimônio cultural futebol.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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