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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Dentro e fora

Com cem por cento de aproveitamento dentro de casa, o Coxa não decepciona quem vai ao Couto. Nem mesmo quando sai atrás no placar como na inesquecível virada contra o Fluminenense.
Sim, existe uma diferença de desempenho quando atuamos longe dos nossos domínios, mas, não há motivos para pânico.

Antes de lembrarmos dos desempenhos ruins, lembremos da derrota para o Santos em que jogamos muito melhor na Vila e do empate contra o Galo, em Minas Gerais. Jogos em que o Coxa não apenas jogou bem, mas poderia ter vencido. Nas duas partidas a postura foi decisiva para o resultado: segura e consciente. Não necessariamente ofensiva em todos os minutos, mas longe de ser covarde. Atuando sem medo de ter a bola e trabalhando com cautela o Coxa se houve bem fora de casa.

Ademais, não há que se colocar qualquer culpa no atual plantel, gestão ou comissão técnica, porque não é de hoje que reclamamos do nosso desempenho fora de casa. Lembro que mesmo nas temporadas gloriosas de 2011 e 2012 já tínhamos este problema, nos anos seguintes - dos rebaixamentos seguidos - a piora deu-se dentro de casa. Anos em que o Coxa não conseguia pôr medo em ninguém nem mesmo dentro do Couto.
É claro que o o time é o principal fator para conquista das vitórias mas a torcida é muito importante. Quem frequenta estádios de futebol sabe que existe uma energia que pode ser positiva ou negativa - a depender do estado de espírito dos atletas, da conjuntura e do momento - e esta energia ganha ou perde jogos.
É preciso manter a boa vibração e a sinergia entre time e torcida em casa e ampliar a confiança da equipe fora de casa. Apesar das notícias financeiras ruins que sempre rondam, o momento é bom, de afirmação e sedimentação. Oscilações são normais, e virão ainda muitas. It's a long way to the top if you wanna rock and roll.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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