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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Ego.

Muito grande para Série B, e pequeno para a Série A? O Coritiba é um time hoje fora de série?
Depois de mais uma vergonhosa performance do nosso time, em todos os quesitos, técnico, físico, tático, não pude deixar de me me fazer estas perguntas e pensar no ego Ego. Ego? Sim. Explico.

Imaginem o Ego dos Paranistas. O quão ferido deve estar. Quem diria que o clube mais rico do Estado, joia nascente e pujante dos anos 90, acabaria seus dias perdendo em casa para o Apucarana. O Ego de alguns presidentes paranistas, somado a más intenções e incompetência, deixou marcas indeléveis na moribunda instituição.
Dizem que foi o Ego ferido, que fez um atleticano milionário e bem conectado, perdido em uma família de Coxas, revolucionar o clube de bairro e transformá-lo no maior campeão do seu Estado. Prova que o Ego pode ser bem usado. Desafio hercúleo terá o Ego dos herdeiros deste belo espólio.

E o que dizer do nosso Ego? Ferido. Judiado. Vilipendiado. Minha coluna passada inclusive foi puro Ego, falava sobre ganhar do Antônio Oliveira. Por que lembrar dessa figura irrisória diante de nossa história, sendo que o que nos importava era apenas os 3 pontos? Ego.
Ego de décadas nos fez chegar a essa situação. Ego de geração após geração de diretores e conselheiros, que, se não for contido pelo profissionalismo e lógica de mercado prometidos pela SAF, nos transformará em um Paraná Clube.

Luz no fim do túnel que nunca vem, e se vem, é um trem a nos atropelar. Fundo do poço que nunca chega, e se chega, é cheio de água para nos afogar. Se Roma caiu, e o Império britânico também ruiu, por que o Coxa também não tombará?
O texto pode parecer pessimista, mas a intenção é ser apenas realista.
Estarmos na série A do brasileiro, com esse bando de falcatrua e embusteiro, da diretoria à centroavância, é um milagre.
Que Deus nos livre de tanta urucubaca, incompetência e cabeça de bagre.

Não estou nem falando dessa gestão, mas de décadas de aloprado e fanfarrão que nos deixaram nessa situação. Com a lanterna na mão.

Aos administradores que chegam, meus respeitos e uma só prece: façam do Coxa o clube que sua torcida merece.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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