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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Entre o projeto e o medo

Será que acabaremos com mais jogadores que pontos?
Assistindo à live dos amigos ontem no youtube do coxanautas, concordei com eles sobre o tamanho da bomba largada no colo da SAF.
A diretoria que trabalhou para sair de cena de forma honrosa, tentando levar consigo décadas de incompetência e amadorismo, manteve a tradição e formou um time com a máxima incompetência possível.

Na mesma live, mais à frente, meu pensamento foi verbalizado: "não temos nem com quem reclamar!". Não há mais o Coritiba do conselho, há uma empresa. Um terceiro. Alguém que não foi eleito, mas sim comprou o Coritiba! O projeto gera medo.
Medo que se fez ouvir pelo silêncio ao final do jogo. Quebrado eventualmente por poucas vaias. Quem estava no estádio sentiu isso, a transmissão pela TV reportou isso: a incredulidade e a decepção da torcida alviverde.
O que fazer? De quem cobrar? O que esperar?
Não vejo saída em mudança alguma, e nem sei qual faria... Se fosse para mudar algo, mudaria tudo: técnico, jogadores, diretoria, mas não dá.

Sobre o time em si, melhorou. Natanael, sem força, foi bem substituído pelo leão Robson, que, sim, perdeu um gol feito é verdade, mas infiltrou na área para receber um lindo passe de Marcelino Moreno. Como a nossa sorte atual é o azar, mesmo realizando a melhor e mais bonita jogada de 2023, perdemos. Fizemos o melhor primeiro tempo do ano, não matamos o jogo, perdemos.
É possível que o projeto de longo prazo prove ser mais longo ainda, com uma indesejada porém, quem sabe, necessária Série B.
Não é o que queremos, claro, nem pelo que torcemos. Mas em tempos de racionalidade, gestão e reenergização, temos de considerar esta possibilidade.

Parece que só resta esperar. Como um agricultor que joga a semente durante a pior geada da história, talvez colhamos algum verão no próximo inverno.
Vivemos o pior dos mundos: uma herança baseada em promessas de diretores arcaicos, a ser administrada e cumprida por uma SAF. Ou seja, a conta não fecha.
É torcer pelo melhor esperando pelo pior. Sem perder do horizonte a possibilidade de terminarmos o campeonato com mais jogadores que pontos.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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