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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

G-zero

Não tenho clareza quanto ao futuro do Coritba, muito menos sobre o que acho melhor: sair agora da Copa do Brasil para focar no Brasileiro, ou prosseguir na CB, justamente porque o Brasileiro já era?

O que fica claro é que o Coritiba, executando à risca o planejamento inexistente, vem apostando em jogadores que precisam mais do Coritiba do que o Coritiba deles. Esse é o caso do Henrique, Juan e Léo Moura (se viesse). São jogadores encostados ou dispensados por seus clubes, e por isso vem a custo zero. Mas ainda assim restam os salários a ser pagos. A pergunta é: como?
Que orçamento é esse que no começo do ano limitava nossas estrelas a Negueba e Wellinton Paulista, e agora nos dá uma galáxia inteira de Marcos Aurélio, Lucio Flávio, Vilson, Kléber, Juan, Rafael Marques e etc? Se existisse o portal da transparência não haveria para essas indagações..

Que eu esteja errado, mas dá medo de ver o currículo do Henrique, um cara de 24 anos que passou por milhões de times, sempre "perdendo espaço". O cidadão conseguiu ser dispensado pelo René Simóes no Botafogo! O René que é um cidadão puro nos seus sentimentos, paizão e que sempre acredita no ser humano. Tanto é assim que formou uma dupla de ataque com Bill e Jóbson. Se nem ele quis trabalhar com esse Henrique, por que ele serviria ao Coritiba?
Aí eu tenho que concordar com Alex, vem para tirar espaço do banco, que poderia ser do Mateus Oliveira, do Anderson Bartola, desse rapaz que vai estrear no banco hoje(não por opção, mas por logística já que não existem atacantes reservas disponíveis no elenco).
Nada contra o trabalho do treinador, mas o que fica claro é que o Coritiba sem cabeça, sem "G" no futebol, é uma confraria do Ney Franco, com carta branca pra ressuscitar o Misael e tentar "recuperá-lo", só porque já foi comandado por ele na seleção sub-20. Enquanto joga para quinto plano a nossa base, deixa Rafael Lucas de lado e aposta em Keirrisson.
Ney Franco deveria rever esses conceitos de dar preferência para quem ele já trabalhou, talvez por isso ele vem em péssima fase há tempos.

Chega de contratações! O time é esse e ponto final. Alguém tem que chegar pra essa boleirada e dizer "gente, joguem bola, não pelo Coritiba, mas por vocês! Se vocês rebaixarem o Coritiba vão parar no Barueri, Paraná, etc. É isso que vocês querem?"
Ademais, de que adianta trazer e trazer jogadores se não há tempo de treinar muito menos de entrosar? Se sairmos dessa situação não será com base na técnica, na tática, nem no talento. Será no "bumba meu boi", no "vamo que vamo", no "seja o que Deus quiser".

Por Heitor Hedeke.coxa branca de 4 costados.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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