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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Galo embriagado e Acarajé vencido

Que jogo senhores! A torcida esteve sensacional. cantou-se apenas antes do jogo, depois só cantou o Coritiba. Aquela que nunca abandona provou por que tem essa alcunha. Foram noventa incessantes minutos de apoio. O apoio foi tão espetacular que o tradicional canto “lê lê Leô, Coxa!”, geralmente reservado aos escanteios e momentos agudos de pressão alviverde, foi entoado até mesmo em tiros de meta do adversário. E quando este estava com a bola, a vaia e os assovios fazia-o se confundir e nos devolver a pelota.
O time incessantemente empurrado e estimulado demonstrou sua alma guerreira. Zé Love não foi bem, mas fez o Gol. No segundo tempo, todos os atletas se houveram bem, com especial destaque a Robinho pelo passe açucarado à Alex, e a Vanderlei que saiu diversas vezes do gol, me obrigando a questionar se era de fato Vanderlei que estava sob a meta.
Alex brincou. Pena que não saiu um golzinho de falta, mas de resto, deitou e rolou na zaga velha e sem talento e no meio campo desacorçoado dos periquitos sem bico.
Ainda não estamos livres, mas os três pontos foram fundamentais principalmente se a lógica dos jogos fora de casa for mantida. Ocorre que podemos encontrar um galo ressaqueado pela conquista da copa, ou, desmotivado pela sua perda. Fato é que os jogadores do coxa terão dias a mais de descanso e preparação do que os pupilos de Levir. Concebo uma derrota, torço por uma vitória, mas estarei plenamente satisfeito com um empate.
O cuscuz do Baêa azedou, e assim como o Botafogo, só está pendurado à Série A pelos números. Se não conseguirmos liquidar a fatura cozinhando o galo, que não nos engasguemos com o acarajé vencido.
Firme e focado Coritiba! Caiu no Couto tá morto!

Obs. Torço do fundo do coração para que o bota e o palestra caiam. O último por detestá-lo gratuitamente, o primeiro porque consegue ser mais mal gerido e mais desorganizado que os outros clubes brasileiros também cambaleantes. O bota na série A é um desaforo a todos os cidadãos, trabalhadores e empresários contribuintes. Clubes assim merecem a várzea.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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