Ironias e alergias
O Palmeiras vem embalado pra Curitiba, mas como já diria o poeta René Simões, “quem muito ganha mais perto da derrota está”. Que assim seja: vitória pra cima dos porcos! Estamos com você, Pacheco! E apenas com você! Com a diretoria que quer cabeças de bagre, quebradores de bola e três laterais esquerdos não queremos nada a não ser distância.
Lucas Claro, prata da casa, fez o gol da vitória e confirmou o teorema pleonástico do nosso querido e ilustre CEO que disse na rádio, sem sequer ruborizar: “a contratação de medalhões cascudos é fundamental para revelar jogadores da base!”
Kazim chegou há quem diga avalizado por Alex, que também avalizou Bacellar e seu G-0, será que fará o mesmo sucesso?
Todo mundo mete a mão no Brasil, principalmente os brasileiros, quando é um peruano não pode, Arnaldo? Ninguém mais torce pela seleção, Galvão! Quem tem tempo e vontade de ver uma piazada milionária, mal criada, carsuda, bonezuda e correntuda brincar no play do horário nobre? Os únicos que continuam torcendo pra seleção são a Globo, comadre da CBF, a própria CBF e os larápios que lucram em cima da amarelinha. O resto quer que a seleção se exploda.
Vejam vocês que o primeiro jogo do Brasil foi em Pasadena, California; homônima da cidade texana em que fica a refinaria comprada pela Petrobrás; lá onde o fim(?) começou para os petroleiros e mensaleiros. Tal detalhe foi solenemente omitido das narrações esportivas.
A miséria, a fome, o descaso com os sem recurso, a corrupção descarada e o assalto dos magistrados aos cofres públicos com o aumento de seus salários enquanto o desemprego aumenta e empresários e produtores reduzem seus custos para não morrerem de fome, somados à goleada sobre o Haiti por 7x1 me fizeram lembrar de um jogo de 2014 e da canção do Gilberto Gil que diz: “O Haiti, é aqui...”
Pra quem não conhece o Pacheco da Gilette, segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=nJsqxzZpNkg
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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