Jamerson, promoção e outros amadorismos.
Sobre o caso em si, eu não sei o que causou o imbróglio, e talvez nunca saibamos a verdade. Mas, eu vou falar aqui o que eu acho. Algo que um grande amigo me aventou e eu concordei. O problema não deve ter sido causado por Jamerson, nem por seu empresário, nem pelo Régis. Tudo se resume a l’arjent. Um quid pro quo, cafezinho, faz-me-rir, que alguém estava querendo levar com a negociação. Alguém que até imagino quem seja, QUE NÃO É DO CORITIBA, e cujo nome não direi, mas que vocês podem procurar e descobrir. Trata-se daquele dirigente pata de elefante, que onde pisa ferra com tudo. Midas ao contrário, tudo que toca vira barro. Mas seja como for, o caso é de um amadorismo infantil. Não tem motivo que justifique a vergonha que a diretoria nos fez passar, e a situação delicadíssima na qual colocou os atletas. Não dá para anunciar ninguém antes de tudo absolutamente certo. Isso é básico!
Esperava eu que fosse um ato isolado de incompetência, mas aí a diretoria vem e se supera, fazendo promoção para o jogo contra o Sport. Permitindo que sócios levem não um, mas dois convidados. É esse o respeito e confiança que vocês têm em nós torcedores? Vocês realmente acham que, depois do que nós fizemos ano passado, nas últimas séries bês, e contra o Criciúma, era preciso alguma promoção para que nós lotássemos o Couto? Vocês por acaso não lembram da promoção imbecil que nos colocou embaixo da mosca do cocô do cavalo do bandido no final do brasileirão de 2009?
Essa promoção simplesmente não tem qualquer justificava. É uma ação que desvaloriza o produto, desmerece a marca e chama de idiota quem paga o sócio há anos, do mais barato ao mais caro. A promoção faz com que pessoas que trabalham o dia todo longe da internet e dos celulares fiquem desesperadas atrás de um computador para fazer o check-in antes que acabem as vagas. Sem contar na brecha que abre para que coxas de má-fé comercializem de modo, digamos, não ortodoxo, os ingressos que deveriam ser dados a convidados.
Ah, Fernando, mas é legal porque tem gente que não pode ir aos jogos, porque o tudo é caro, estacionamento, comida, cachaça... Sim, tudo é caro, mas não sejamos inocentes de pensar que a diretoria está fazendo promoção para fazer caridade, ou pensando nos coxas menos afortunados. É uma atitude que nos equipara ao Paraná – e isso eu fui obrigado a ouvir de um paranista. Pasmem! Uma despromoção, na verdade, que não faz jus à grandeza do clube, da competição e do jogo. E do ponto de vista do apoio da torcida em si, é também péssimo. Porque é jogo para torcedor raiz, que está lá sempre, e não para aventureiros, infiltrados e pés-frios.
Ô Glenn, Arthur, Justus, Tia Lourdes, todo mundo! Vocês estão de brincadeira? Eu poderia continuar a citar aqui outras presepadas como a apresentação indevidamente pomposa do Moreno, a doação do Veiga para o Palmeiras, a promessa de seis reforços que quase viraram nenhum, mas vou parar por aqui para não me indispor ainda mais. Se vocês – ou qualquer um que sente aí onde se sentam – acham que terão algum tipo de carta branca, salvo-conduto, ou passamento de pano, porque estão acenando com SAF, alguns milhões e umas maquetes, estão verdeebrancamente enganados. Aliás, o sarrafo só aumenta.
Eu confio em vocês e no trabalho de vocês, que, reconheço, não é nada fácil. Mas ninguém os obrigou a estar aí, e cada vez mais serão imperdoáveis amadorismos deste jaez.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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