Kosloskismo
Os primeiros minutos do jogo foi de muita transpiração e pouca inspiração. A quantidade de laterais batidos na região da meia cancha demonstrava a luta por espaço. Com o passar do tempo, as trincheiras se formaram. As do coxa mais perto de sua meta, mais coesas e compactas, e as do Flu mais espalhadas, deixando muito espaço pelos flancos.
Espaço que os comandados de Kosloski aproveitaram com perfeição. No primeiro contra-ataque: a inteligência latina, o talento Moreno. O passe perfeito encontrou Robson, que, dominou e foi abatido por Felipe Melo. Pênalti. Que o próprio Robson bateu, com seriedade e categoria, abrindo o marcador.
Na segunda flanqueada à retaguarda Flu, também pela sua esquerda, Bianqui meteu uma caneta desmoralizante em Felipe Melo e cruzou a bola para encontrar o bem posicionado Diogo Oliveira. Cuja estreia foi excelente. Dois a zero.
(Felipe Melo que é aquele cara que todo mundo quer ter no time. No time adversário. E cujo auge da carreira foi deixar o Brasil na mão na copa de 2010. Mereceu a jornada de ontem. )
Depois dos dois gols, como um experiente atleta de jiu-jitsu, o Coxa “ficou no chão” apenas imobilizando as tentativas de ataque do oponente, que se debatia e contorcia em busca de um improvável arm lock que jamais veio.
O que veio foi o apito final e uma merecida ovação ao time que, se não é o primor da técnica, tem sido o primor da raça, inteligência e obediência tática.
Ao contrário do Dinizismo, estilo de jogo baseado no toque de bola, na criação desde a zaga, e que é mantido independentemente do adversário, o kosloskismo, pelo menos até aqui, se caracteriza pela adaptação ao adversário, consistência defensiva e verticalidade. Tem dado certo, afinal, são 4 jogos com 3 vitórias e 1 empate. Imbatível.
O apresentador, investidor, empresário e amante incorrigível Roberto Justus esteve no Couto Pereira ontem dando uma olhada na pampa adquirida. Deve ter ficado feliz, afinal, como diz o meme que esta viralizando por aí, o placar foi justus.
PS. O títuo da coluna foi criado ao final do jogo pelo grande coxa-branca, causídico, e amigo, Dr. Heitor Caetano Bemvenutti Hedeke (@heitorhedeke)
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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