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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Lógica empresarial

“O Coritiba tá sem clima.” “Precisa de alguém pra passar a mão na cabeça dos jogadores”

Duas frases que ouvi da imprensa nesta semana de eliminação Coxa.
Então pergunto aos senhores e senhoras:

O seu chefe, gerente, encarregado, algum dia passou a mão na sua cabeça? Todo dia o clima no seu ambientes de trabalho é dos melhores? Seu chefe é carinhoso com você, sempre pergunta como está sua vida, família e filhos? Se ele pode te ajudar com alguma dívida? Seus colegas de trabalho sempre te ajudam e são legais com vocês?

Se a resposta for não, nada mais natural. Não natural seria você deixar de fazer o seu trabalho, por falta de “clima”.
Agora, se o teu chefe não te paga, ou não lhe dá meios para realizar o seu trabalho, aí sim é de se concordar que seu trabalho reste prejudicado. Como entregar o relatório se a internet caiu e a impressora está sem tinta?

Contrariando tudo o que a imprensa erroneamente diz ser a necessidade do Coxa, Alex disse hoje, segundo a Gazeta: "É uma relação de empregado e patrão". Ponto.

E nessa lógica empresarial, onde o Coxa é a empresa, os jogadores os funcionários, o que seríamos nós torcedores?

Consumidores e acionistas. Como consumidores, temos o direito de reclamar pelo produto que nos vem sendo ofertado. Em verdade, a propaganda enganosa é o grande problema. A imagem vendida de um time forte e clube austero não se coaduna com a deficiência técnica dentro de campo e a financeira fora dele.

Como acionistas, o que pode nos dar alguma esperança é a saída precoce do Paranaense. Se no ano passado a empresa alviverde obteve lucro no primeiro semestre (isso se considerarmos o título estadual como lucro), mas no segundo só teve prejuízo, quem sabe este ano, com algumas mudanças de estratégia, o gráfico de lucros seja ascendente.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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