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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Morre-Morre

“No Couto a gente é muito forte” “ Em casa a torcida faz a diferença” “Esse grupo tá fechado e sabe que no Couto a história vai ser outra...”

Frases tão bonitas quanto hipócritas e que ainda prejudicam o desempenho do Coxa. Jogar bem dentro do Couto não é mérito deste time, nem deste treinador, é mérito desse Gigante repleto de apaixonados que se espreme entre a Ubaldino e a Mauá.

No Couto sempre será mais fácil, a história mostra isso. Vencer em casa é obrigação, por isso, jogar bem em casa para mim não conta para a análise de uma boa campanha. As copas do Brasil perdidas mostram que vitórias no Couto só não bastam.

E o que dizer do Brasileirão que tem 19 jogos de ida e 19 de volta? Tudo bem que se vencermos todas as partidas em casa temos 57 pontos garantidos, mas ninguém consegue esse aproveitamento.

Tem que crescer, e, de uma vez por todas, tirar o pijama. O coxa parece o “machão de cozinha” que em casa é o tal, mas fora coloca o rabo entre as pernas e só toma bordoada.

Sobre o jogo em si, começamos bem, trocando passes, mas a partir dos quinze minutos sumimos. Todos jogaram mal. Jogar mal, tudo bem, acontece. O problema é que fomos intimidados por nossos refugos Germano e Dirceu (meu Deus) que tomaram conta do jogo e da arbitragem.

Negueba foi o único que quase conseguiu manter o nível de outras atuações. Vejamos o que ocorre no Couto domingo que vem, já que no Couto somos tão fortes. Agora aguentem os especialistas cientistas do futebol divulgando a confirmação de suas teses de que o Coxa precisa desesperadamente de um 10.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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