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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Na base da base.

O resultado do jogo poderia ser resumido em uma frase: cruzamento de Rodrigo Ramos, gol de Rafael Lucas. A definição do jogo porém carece de mais frases para sua explicação. Rosinei, mantendo a regularidade de se machucar até jogando truco, não jogou. Ainda bem, pois, tal qual Tcheco há algum tempo, Lúcio Flávio de segundo volante foi muito bem. Quem tem noção de tática, bom posicionamento e técnica não precisa correr atrás de ninguém e marca melhor porque antevê as jogadas. Outra coisa, um bom meio campo faz o time ficar mais tempo com a bola, o que consome menos energia dos marcadores, e deixa os perigos longe de nossa meta. E digo mais, o volante “clássico”, aquele que só bate, é resquício arcaico, logo será mero fóssil do futebol de outras eras.

Dando azo ao título, não existe time apenas com jogadores da base, mas, não há porque preterir os jogadores da base quando estes são bons, apenas para “compensar” os altos salários pagos aos contratados. Com Lúcio Flávio e Marcos Aurélio o Coxa ganha em inteligência, e deve preencher a necessidade de juventude e velocidade com a base. Esse menino Rodrigo Ramos, que pela primeira vez vi jogar, mostrou personalidade. Não só no cruzamento de qualidade para o sempre bem posicionado Rafael, mas num chute de longe que quase entrou surpreendendo o bom goleiro Fábio. Em verdade, todos foram bem, não houve ninguém que possamos destacar com ênfase negativamente.

Não há que se laurear a diretoria por conta das contratações, pelo contrário, apenas fez o seu trabalho e com severo atraso. Glórias a Ney Franco por colocar mais Inteligência em nossa meia cancha, em detrimento de mais um cabeça de bagre. Porém, para adjetivá-lo como corajoso, aguardarei a escalação do jogo contra o Galo. Coragem Coxa! Ousadia Ney! Dentro e fora de casa!

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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