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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Nos somos o 12º Jogador. Deles!

Ele errou. Entregou a bola ao adversário. E ainda ficou no chão reclamando de uma falta que não houve.
Eles pegaram a bola e fizeram o gol que deu gás para o futuro empate no segundo tempo.
No dia em que pela primeira vez leve meu piá ao estádio você faz isso W. MATHEUS?

Tudo bem, não foi isso que mais me deixou triste. Foi a reação da torcida coxa-branca ao fato. Mal educados, impacientes, xingando gratuitamente a honra, a família até desestabilizar totalmente o atleta.

Não quero parecer politicamente correto, longe disso. Não quero banir o necessário palavrão do futebol. Mas o que vi ontem é covardia! Bando de almofadinhas, patricinhas e velhas bundas de veludo urrando o que jamais teriam coragem de dizer a um atleta frente a frente.

Logo, um lugar de desta virou evento triste e raivoso. Belicoso. A Império bastião último de apoio incondicional, tornou-se música de fundo. Um mero acompanhamento à ópera chula da torcida alviverde.

Meu pia não entende ainda todas as palavras, mas sabe sentir e perceber quando está num ambiente de aura ruim. Será que quero ele num ambiente assim? Será que quero que ele se torne coxa-branca? Esse tipo de coxa-branca certamente não!

Sobre o Coxa? Minha confiança acabou junto com meu respeito à torcida. O presidente fez no início do ano o que a torcida pediu, e depois, a torcida o fez mudar pedindo treinador e reforços. Atendida, agora a torcida reclama do treinador, dos reforços e do presidente claro. nossa torcida é micro-cosmo do Brasil, reclama do governo mas não faz sua parte. Acha que pagar o imposto/ingresso basta.
A maior oposição a toda e qualquer diretoria e a todo e qualquer planejamento se chama TORCIDA COXA-BRANCA.
O que vocês querem? O que nós queremos? Subir é que não, pois, estamos agindo como o 12º jogador do time deles.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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