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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

O pior futebol paranaense da história

Desde que eu acompanho o futebol de modo consciente, este é o pior momento do futebol paranaense.
Se os campeonatos acabassem hoje, teríamos quatro representantes na B, provando em fim que não temos síndrome de vira-lata, mas que o somos de fato.

O Atlético, em que pese a empáfia e a arrogância típica dos novos ricos, não consegue ser aquilo que pretende: um time de futebol. É um mercado, uma imobiliária, um corrupto gigolô do dinheiro público, enfim, tudo. Menos um time de futebol.
O Paraná, é um adolescente que, embora nascido em berço esplêndido, gastou tudo que ganhou nas drogas. Se afundou e agora tenta se recuperar, sem muito afinco com tudo, tanto que ainda mora embaixo da ponte e uma recaída em 2019 é quase certa.

Ao Coxa, talvez por ser o mais tradicional, ou, quem sabe por ser meu time do coração, restou o papel mais vergonhoso, humilhante e difícil de ser alterado: o da madame velha, ex-rica, hoje falida, cheia de joias penhoradas, que não desce do salto e não quer perder a pose.
Arrota caviar mas come sardinha, e mantém sob suas asas um sem números de serviçais inúteis, pois, não pode deixar transparecer à sociedade que está tão mal assim.

O atlético já assumiu sua condição de corrupto; o Paraná já reconheceu-se adicto, mas o Coxa, ainda não deu-se conta que faliu. Além disso, quanto mais velho mais difícil é abrir mão de certos hábitos e manias, sobretudo quando a velha em questão é mal aconselhada por outros tantos velhos falidos e intrometidos.

O Coritiba está interditado, imóvel, vegetal, sendo curatelado de três em três anos pelos mais próximos familiares. Esta nefasta família de convenientes inimigos só será destituída quando enfim o inventário for aberto, e declarado morto o Coritiba. Só então será possível pegar o que sobrou e construir um novo clube.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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