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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

O Roth falando do rasgado

Quem lê minhas colunas sabe que eu sou contra os estaduais. Penso que copas regionais bem tratadas e com maior organização e visibilidade, seriam muito mais interessante aos torcedores e aos times. Vide a copa do nordeste. Sucesso de público e renda.

Mesmo assim, não deixo de ficar feliz com a final interiorana do nosso campeonato. Ver um estádio do interior quase sem camisas de times dos rios (grande e janeiro), e são Paulo, quase me deu a certeza de estar no estado do Paraná.
Sobre os times da capital não estarem na final, nada mais natural. Com o atlético descompromissado, o Coxa atribulado e desorganizado, e o Paraná dando o melhor e se esforçando ao máximo, não poderíamos ter desfecho diferente.

Escrevo isso antes da taça ter dono, e, na verdade pouco importa quem o for. Torço para que o interior mantenha-se forte, principalmente nas divisões nacionais de acesso, nas quais o estado do Paraná só nos envergonha.

Celso Roth, Paulo Paixão e companhia estão na área. Tá bom pra um time que não paga em dia, direitos de imagem ainda que não prometidos, não é mesmo? Pra mim, se existe, ou de onde surgiu tanta grana repentina não importa. O fato é que temos uma virada de rumos no alto da glória. As apostas com o supedâneo de ser o melhor à saúde financeira do clube chegam ao fim. O artesanato deu lugar ao bom e velho medalhão.
Não me entendam mal, penso que o momento do Coritiba precisava disso. Mas que o tal projeto tal qual apresentado em 2010 chegou ao fim, isso chegou, o que pode vir a ser ótimo para nós Coxas.

Desejo toda a sorte do mundo ao Celso, um cara capaz de pôr brio nesse time meio que sem tesão do Coxa. Ao Paulo Paixão, que talvez tenha a missão mais difícil - evitar as amputações deste campo minado que é o Couto e o CT da Graciosa - meu total respeito e confiança.
Estou ansioso para voltar ao Alto da Glória. Que quarta-feira chegue logo. Agora que a “brincadeira” acabou, é hora de separar os homens das crianças.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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