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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Os Ryan Giggs brasileiros



De um lado Vargas, Barcos, Dida, Elano. De outro, Deivid, Keirrison, Emerson, L. Almeida, Lincoln e Vanderlei. Atletas de ponta do futebol nacional e internacional que prometem fazer um grande jogo na lindíssima arena do grêmio.

O cotejo é importante para ambos. O Grêmio busca a afirmação como candidato ao título e à vaga na libertadores. O Coxa mira retomar a liderança perdida e não se desgarrar da ponta.
À exceção do técnico, Renato “enganador” Portaluppi, o tricolor gaúcho é um time de se respeitar, mas não de se acovardar. O retrospecto deles na nova casa nos dá esperança e confiança de alcançarmos um bom resultado.

Do lado alviverde, algumas incertezas por conta de lesões não nos permitem definir o onze titular. Do lado do tricolor, o mesmo ocorre.
Mas se os melhores de cada time reunirem condições de jogo, veremos dois dos melhores meias de todos os tempos em ação: Zé Roberto e Alex.

Zé Roberto, 39 anos, um segundo volante que seria meia de criação fácil em muitos times da Série A brasileira, e Alex, 35 anos, o mito da camisa 10.
Dois atletas renomados e que fizeram história em seus clubes e na seleção. Queridos por onde passaram, e unanimidade técnica entre os cronistas esportivos, especialistas e meros torcedores como eu.
Mais que isso. Exemplos de vida pessoal, de zelo e de respeito com os demais. Num tempo em que atletas com 21, 22 anos já tem tudo o que querem materialmente, e acabam se desinteressando por sua profissão, provam que dinheiro não é tudo. E que nada supera o prazer de se fazer o que gosta, até quando o tempo deixar.
Num mar de Adrianos, Jobsons e tantos outros, Alex e Zé Roberto são ilhas de lucidez e profissionalismo.

Que no jogo dos Ryans, vença o nosso Giggs!

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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