Pelo bem da nação, digam que fico.
Ah, lembrei porquê... Primeiro porque não temos grana pra contratar nem o motorista desses caras, e segundo porque eles também jamais aceitariam treinar o Coritiba. Você que está lendo, fosse qualquer um desses, aceitaria vir ao Coxa? Encararia nossa situação financeira e nossa torcida? Dorival Jr., que é o mais falado, acabou de ser campeão da libertadores, deve querer receber quase uma milha por mês, o que raios ele viria fazer no Coritiba?
Ah, mas tem outros nomes, Schumak...
Quais? Roger Machado? Jair Ventura? Marcelo Oliveira? Celso Roth que foi recentemente demitido do Juventude? Infelizmente existe um hiato imenso entre bons treinadores e treinadores ruins. Os realmente bons estão empregados e recebem salários muito altos. Os ruins, que são a imensa maioria, também não ganham pouco, e não fariam nada melhor do que Antônio vem fazendo.
A pergunta que temos que fazer é a seguinte: Antônio Oliveira consegue nos levar até às oitavas da Copa do Brasil pelo menos e nos fazer permanecer na Série A como fez com o Cuiabá? O trabalho mais recente dele me autoriza a dizer que sim. Então deixemos o homem trabalhar.
Vamos conter a emoção e a ambição. Nos coloquemos no nosso lugar. O que nós precisamos para esse ano é permanecer na Série A, apenas, para que os projetos de reestruturação do Clube, e, oxalá, da implantação da SAF possam ocorrer sem sustos, e sem a redução da verba que a queda à Série B representaria.
Outra coisa, rural é pré-temporada, não é? É pra testar jogadores e esquemas, concordam? Por que então crucificar o cara quando ele faz exatamente o que a gente pede? Agora, só porque não funcionou o esquema 3-5-2, ou 3-4-3, como queiram, temos de demitir o treinador? Sendo que vários jogadores que jogaram no domingo, jogaram lá na pequepê na 5a feira, e o sistema novo não teve mais que uma tarde de treinamento?
Eu concordo que o time não deslumbrou nem convenceu a torcida em nenhum momento, mas gostemos ou não, as rodas estão sendo trocadas com o carro em movimento.
Ah, mas o CAP está atropelando...
O time da baixada também não tem feito partidas primorosas, longe disso, e, me desculpem falar a verdade, não podemos nos comparar com o time deles que está com a mesma espinha dorsal há algum tempo e com o mesmo treinador há quase um ano. Levando em conta que Felipão e Turra são praticamente a mesma pessoa.
E para finalizar digo que, este tapa na cara que levamos do Operário não tem que servir apenas para nós torcedores acordarmos e voltarmos a pôr os pés no chão. Tem de servir para a diretoria cobrar e cobrar com veemência mais atitude do treinador e mais vigor dos atletas. Manter o treinador não significa isentá-lo de responsabilidade, pelo contrário, significa que alguém tem de chegar pra ele e dizer " escuta aqui filhão, esse é o melhor time que temos em anos, você quer continuar aqui? Então mostre serviço!"
Aguardemos a fase final desse melancólico torneio cujo título não vale nada, e o perdedor menos ainda.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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