Pérolas aos porcos
Vocês viram quem estava na briga entre as torcidas do Vasco e do queridinho da mídia Corinthians no jogo vendido a uma empresa e realizado no estádio Mané Garrincha?
Coitado do Mané, deve estar se revirando no túmulo....
Eram eles mesmos! Dois dos corinthianos suspeitos de matar o menino boliviano, e que estão por aí soltos e impunes. E não estavam sozinhos, bem pelo contrário. Estavam acompanhados de uma autoridade corinthiana, um vereador.
O vereador corinthiano, Raimundo Faustino, eleito à Câmara Municipal de Francisco Morato na grande São Paulo, que deu uma voadora num PM e que estava lá sem camisa, com sangue nos olhos e querendo briga, divulgou nota alegando que a culpa de tudo é do capitalismo... (????) e que apenas revidou um abuso e um despreparo da polícia do Distrito Federal.
Que bela maneira de um vereador defender a lei e a ordem, não?
Tá, mas e o que nós temos a ver com isso? Você deve perguntar.
Tudo!
Primeiro, o país da “melhor copa da FIFA de todos os tempos” permite a entrada livre de suspeitos de assassinato aos seus estádios. E não era no Pacaembu, ou na Vila, era num estádio de Copa do mundo.
Segundo, o Corinthians, todo poderoso, em que pese ter dezenas de torcedores réus de assassinato e outras centenas ou quiçá milhares de cúmplices de, no mínimo, entrar com artefato proibido dentro do estádio, não sofreu nenhuma punição, quer da comum, quer da justiça desportiva.
Terceiro, esta impunidade certamente influenciou, ou melhor, permitiu que a violência entre vascaínos e corinthianos acontecesse. Sim, porque, os caras ficaram presos meses na Bolívia, e quando voltam ao Brasil a primeira coisa que fazem é andar trocentos quilômetros pra brigar? É óbvio que não aprenderam nada!
Quarto, por conta do fatídico acontecimento em 2009, o Coxa ficou sem dez mandos. Qual a punição agora a ser aplicada a corinthianos e vascaínos, que pelas redes sociais já planejavam a briga, ou seja, premeditando o crime, orientando até que quem fosse a Brasília nem levasse parentes e familiares porque a coisa ficaria feia?
Refazendo e aprimorando a pergunta: será que haverá punição por este clássico Rio x São Paulo?
Uma grande medida eu sei que está sendo adotada pelas autoridades estaduais e federais, a doação ao bando de loucos de um estádio belíssimo, requintado, com banheiros automáticos, escadas rolantes, decoração em mármore, granito, fino porcelanato e camarotes de dois andares.
Veja aqui e aprenda como jogar pérolas aos porcos:
http://www.espn.com.br/noticia/351932_esbanjando-luxo-arena-corinthians-chega-a-reta-final-das-construcoes-veja-em-fotos-e-video
Mas, pensando bem, concordo com os brigões. Não há melhor lugar pra digladiar do que no Coliseu de Brasília. Como em Roma, o palco perfeito para a expressão máxima de nossa sociedade. Uma demonstração de gala do nosso futebol dentro do elefante branco comprado por nós, os otários.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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