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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Pôjeto e Dejeto

Há quem diga que o Prof. Luxemburgo está ultrapassado. E há quem diga que ele está ultrapassado há algum tempo. Concordo dizendo que não se trata de afirmar que o Pofexô esqueceu como montar bons times, com perfil ofensivo e etc. Mas sim que o método de passar o conteúdo aos jogadores é falho, arcaico. Lendo aqui e ali, percebemos que a grande diferença entre bons treinadores e os que dirigem-se ao ostracismo é a forma do treino, a intensidade, as técnicas implantadas e o modo de comunicar-se com os jogadores.
Uso o Sampaoli como exemplo disso, para fugir do português Jorge Jesus, pois que o argentino trabalhou no Santos, um dos clubes mais bagunçados do futebol brasileiro, e ainda sim teve sucesso. Do mesmo modo Diniz, que, se não é um gênio, há quase um ano no São Paulo ainda não perdeu apoio dos seus comandados.
No nosso mundo alviverde não há nada disso. Nem treino, nem jogo, nem técnico. Estou revendo minha posição de manter Jorginho não apenas por sua incompetência, mas por me ter surgido uma ideia melhor, e que seria a mais saudável ao Coritiba.
Contratar um treinador para o ano que vem, com a tarefa de pensar o ano que vem, e, se possível, deixar o time na serie A.
É óbvio que, diante do bate chapas que se estabeleceu, essa possibilidade nem em sonho parece realizável.
Ademais, não seria nada eleitoreira essa medida: abrir mão do ano atual para pensar nos próximos 3, 5, 10, já que a praxe é o imediatismo de irrisórios sucessos momentâneos e fracassos perenes.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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