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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Potencial Destrutivo

Joinville
Leandro Silva tem sido muito eficaz e uma noite infeliz não tira o brilho do seu conjunto de atuações. Prefiro Juan a Alan Santos para formar a volância com João Paulo, e, na frente, Henrique Almeida, Negueba e Kleber sabem jogar bola. Elenco por elenco, o do Coxa é melhor, se estivermos numa noite livre de falhas individuais vencemos o jogo. Vanailson merece uma nova oportunidade na ausência do insubstituível Wilson. Não me canso de dizer que 50% da nossa melhora se deve à firmeza e a segurança que o goleiro transmite à zaga. O Joinville do técnico PC Gusmão vem numa crescente, mas é o lanterna da competição e joga sob a pressão da torcida, como deixa claro a matéria de seu site oficial (http://jec.com.br/noticias/jec-pronto-para-primeira-de-9-decisoes/).
Apesar de não poder contar com Naldo, volante titular, nem com o zagueiro e capitão Bruno Aguiar, tem no folclórico Marcelinho Paraíba sua dose de tá lento, e nos atacantes Edgar Junio e Kempes sua esperança de gols. Inteligência, sabedoria, paciência é o que precisamos pra vencer esse jogo. O fato de enfrentarmos o lanterna não significa nada; basta lembrar que empatamos com eles aqui em casa no turno.

Festa pobre
Sobre os 106 anos, mais uma porcaria de ano, como o 105, 104, 100... (esse nem se fala). Aliás, que belo presente de aniversário Vossa Excelência nos deu Sr. presidente, mendigar por escrito na Gazeta e ao vivo no Transamerica Esportes à prefeitura as mesmas benesses conferidas aos atleticanos. Pô, presidente, já não basta a vergonha que passamos por conta de seus erros na administração? Já não bastam os vexames dentro das quatro linhas, ainda quer nos transformar também em gigolôs do dinheiro público? Nos dê uma trégua! Qual será nosso argumento na mesa do bar?
O que me deixa mais tranquilo é que essa história de estádio nada mais é do que uma cortina de fumaça propositalmente causada pela diretoria a fim de inebriar os inocentes e ingênuos.
Me dói dizer, apesar de se ser verdade, que o Couto, minha segunda casa, lugar para mim sagrado, é uma porcaria em dias de Chuva; não tem onde sentar, goteiras espalhadas, mas não existe dinheiro para reforma, então, apenas assumam isso. Será tão difícil trabalhar com a verdade? Como vocês da diretoria pedem participação, paciência dos torcedores se tudo que fazem é nos vender ilusões? Mesmo com todas as situações adversas, prefiro ficar no Couto do jeito que está a vender nossa alma ao demônio. Não se repara o erro que Atlético cometeu, cometendo o mesmo erro. Deixem-os com a exclusividade da alcunha de gigolôs do dinheiro público. Nem que demore mais cinco décadas, façamos como fizemos o Setor pro Tork, sejamos exemplo de honra, caráter e lisura. Chega de buscar conseguir tudo a qualquer custo, como fazem Dirceus, Calheiros, Cunhas e MCP’s. Sugiro a leitura do artigo que escrevi recentemente à Universidade do Futebol sobre a corrpução: http://universidadedofutebol.com.br/Artigo/15773/A-cura-a-corrupcao

Agora veiculam na imprensa que o Coxa abriu mão de alguns milhões advindos da transferência dos locais dos jogos, para ficar perto da torcida. Ora, faça-me o favor! O sócio tem direito de ver as partidas pelas quais paga, ainda que seja no concreto frio e úmido das arquibancadas. E outra coisa, se o time fosse bom, e a diretoria confiasse nos seus contratados, não precisaria temer jogar fora de casa, mas, infelizmente, nosso time é um fiasco. No que tange ao futebol, não vejo a hora desse ano acabar.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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