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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Presente de grego?



Estaria mentindo aos senhores, caros leitores, se dissesse que fiquei plenamente contente com o projeto de conclusão da reta da Mauá. Mas, respondendo à pergunta que intitula a coluna, não chega a ser um presente de grego.

Isto, pois, toda e qualquer valorização do nosso patrimônio é bem vinda, principalmente pelo orgulho de ser viabilizada sem a necessidade de prostituição das instituições e do dinheiro público.

Mas o fato é que eu esperava que o presente fosse a construção do novo estádio em que pese saber que isto fosse mais um sonho do que uma possibilidade real, diante de nossas severas limitações financeiras.

Minha decepção é aumentada, entretanto, quando analiso o projeto apresentado, e explico o porquê.

O problema que aflige os “habitantes” da Mauá, não é a ausência de pontos comerciais, de uma bela fachada externa, muito menos de cabines e camarotes. Mas sim a falta de cobertura, as terríveis, apertadas e baixas cadeiras, as goteiras, e principalmente a dificuldade na hora de sair do estádio.

No projeto apresentado vejo apenas a ampliação do setor, mas não vejo a construção de pelo menos mais uma saída, no meio, para facilitar o entra e sai de torcedores, e isto me preocupa.

Ainda, quem freqüenta a Mauá sabe que as primeiras fileiras de cadeiras, tanto no segundo como no primeiro anel nunca são ocupadas porque de lá é terrível de ver o jogo. Haverá uma reforma neste sentido, um levantamento do nível dos degraus para dar mais conforto e mais visibilidade aos torcedores que ali sentarem? Posso estar errado, mas também não vejo isso no projeto.

Mais, o setor da Mauá hoje engloba a reta e parte da curva. Nada existe com relação à curva, que, no segundo e no terceiro anéis são apresentadas no projeto até sem as cadeiras que hoje existem. Em outras palavras, o amontoamento de pessoas na reta melhorada poderá ser ainda maior do que a “briga” que já existe hoje pelos melhores lugares, pois, em todo jogo, pessoas preferem ficar em pé, na reta, debruçadas nos parapeitos do que sentar na parte curvada da Mauá.

E para finalizar, vendo o projeto com atenção, a impressão que dá é de que haverão pontos cegos, no terceiro anel, bem ao lado do fim da construção a ser feita. Não sou arquiteto nem engenheiro, mas é esta a impressão que tenho quando analiso a construção a ser feita, conforme foto acima.


E para finalizar mesmo, com base nos 40 anos de espera por este “tão sonhado” terceiro anel questiono:

Será que esta obra sai do papel?
E se sair, será que haverá aumento substancial na mensalidade dos sócios do setor?
Haverá nova diferenciação dos sócios que freqüentarão a reta valorizada e o quarto de círculo da Mauá não contemplado pelo projeto?

SOBRE O TIME

Marquinhos Santos aos poucos vai dando sua cara ao time. A melhora é visível, em que pese ainda termos severos problemas, principalmente na defesa que sofre demais quando a bola é alçada na área. Prova disso é o gol besta que levamos do Bahia neste domingo.

A entrada eficiente dos novatos Vitor Ferraz, Denis Neves, e Thiago Primão nos dá uma referência promissora e prova a principal diferença entre Marquinhos Santos e o ex-técnico coxa: a vontade de jogar pelas laterais.

A presença do voluntarioso Gil como volante titular também é medida acertada, e muito melhor do que apenas guardá-lo na manga para utilizá-lo como coringa em diferentes posições e em momentos de necessidade.

Deivid, contratação acertada, cumprindo seu papel de matador, e Rafinha voltando a infernizar a vida dos laterais adversários com suas estocadas pelas pontas nos dão ainda mais poder ofensivo e esperanças renovadas de fugir de vez do fantasma do rebaixamento e quem sabe até beliscar uma sul-americana.

Por hora, é isso. Nos vemos no Couto, quarta, contra o Timbú, para mais uma importante vitória!

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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