Roda, roda, vira. Solta a bola e vem.
Com relação à tática, o portuga gosta do 4-3-3, com dois pontas abertos, um avante centralizado, um volante com boa saída de bola e laterais que apoiem. O esquema com os extremos, exige uma participação intensa dos médios que toda hora caem por um lado ou por outro para triangular com o ponta e o lateral e fazer alguém chegar à linha de fundo ou infiltrar na área em diagonal.
A torcida cobra uma maior intensidade pelo meio e afirma que o rol de jogadas do Coxa é enxuto. Apesar de termos tido uma jogada ensaiada interessante no início do jogo contra o Londrina - quando todos esperavam o cruzamento na área, um toque rasteiro e uma ajeitada para o chute de Trindade, quase surpreenderam o goleiro do tubarão - devo concordar que faltam jogadas pelo meio. Na verdade, esse sistema de jogo é interessante mas exige movimentação constante, velocidade, e também inversões de jogo com passes certeiros. O time adversário consegue facilmente encaixar a marcação se as triangulações forem lentas e não houver surpresas, como um arremate de fora da área, ou uma inversão de jogo que tire a bola do lado apinhado de marcadores e descubra o outro extremo, ou o lateral livres do outro lado. Em resumo, o roda, roda, vira, solta a bola e vem tem de ser ágil, veloz e não burocrático e quase letárgico como vimos em alguns jogos.
O competente comentarista Rafael Oliveira da sabe deus qual é o nome esportes, emissora que transmite o paranaense, muito coerentemente apontou um outro problema sério. Contra pelo menos uns sete times da Série A, o Coxa não vai ter a bola como tem no rural. Seremos nós, sobretudo fora de casa, a nos fecharmos, e sermos obrigados a reagir e jogar em transição. Além de parte do segundo tempo contra o CAP, quando tivemos situações que nos obrigaram a ser reativos e não propositivos, não fomos treinados para suportar pressões e sair em velocidade no contra-ataque. O nosso campeonato não nos coloca em situação de reação, o que deve, espero, ser objeto de ensaio nos treinos.
No fim das contas, e do texto, estou satisfeito com o trabalho até aqui. Acho que a invencibilidade, mesmo neste fraco campeonato, considerando a chegada constante de jogadores, é um sinal que, se não emociona, anima. Espero estar emocionado no fim do ano, com uma permanência segura e tranquila na Série A, em uma posição digna na “tauba” de classificação, e com um avanço considerável na Copa do Brasil.
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@fernandoschumakmelo
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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