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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Se parar o futebol os clubes estão...

A frase foi dita por Rogério Caboclo, presidente da CBF, em vídeo vazado de uma reunião com presidentes de diversos clubes.

O futebol é realmente uma bolha, uma terceira dimensão do mundo real. Lá em Narnia pode homem feito chorar e rolar de dor feito bebê. Pode brigar com o amiguinho porque o time perdeu. Pode encher a cara, bater o carro, cuspir no policial, pode até cometer crime contra a saúde pública que ainda sim você será pajeado pelo seu chefe.

Mas tudo tem limites! Até nessa realidade paralela é preciso ter um mínimo de decência e honestidade.

É lícito os clubes, federações e a CBF quererem manter girando a roda da fortuna, mas é mentiroso, vil e asqueroso o argumento de que, se o futebol parar, os clubes vão ficar em situação difícil, podendo inclusive deixar de pagar salários.

E desde quando os clubes de futebol foram superavitários? Tiveram mais de um século de vida sem pandemias e agora dizem que é a pandemia que vai fazê-los quebrar?
Os argumentos dos dirigentes, políticos, ditos para convencer o público sobre suas decisões são tão infantis que chegam a dar vergonha alheiea.
Estamos sendo liderados, em todas as frentes, por pessoas muito aquém dos desafios que se lhes apresenta.
A falta de coragem na tomada de posições, de planejamento e diálogo, tem matado mais que o próprio vírus.

Como eles não esclarecem, faço-o eu: Não querem parar simplesmente porque não podem parar! O futebol é um negócio sem previsão e planejamento. Em bom português, o futebol é um rolo.
Rolo, juridicamente falando, é um negócio em que se pega dinheiro daqui, põe pra lá, mudam os devedores, aumenta a dívida, parcela mais um pouco, e que só se sustenta se continuar rolando.

Se parar, esse rolo que é o futebol, ele morre. E porque o futebol pode continuar e as barbearias, os shoppings e o pequeno comércio, não? Não são todos negócios dos quais vidas dependem?

Nunca fez tanto sentido a expressão: futebol é coisa de outro mundo.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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