Seleção “mamadeira”
Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando Peçanha e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Pelé.
Esta era a seleção titular de 58 que fez miséria no estádio Rassunda. Seleção que fez a pátria brasileira, pela primeira vez ser reconhecida e respeitada mundialmente, e fez a geração daquela época encher a boca para gritar o nome do Brasil, enquanto ouvia seus gols e dribles pelos seus radinhos.
Seleção que jogava um futebol leve, solto, apesar da pesada e encharcada camisa de pano e da bola simples de couro, como bem lembra nosso ilustríssimo Rauen no título de sua coluna.
Pois bem, 54 anos depois a seleção brasileira voltou ao estádio Rassunda para, com réplicas daqueles mantos vestidos pelos senhores da bola acima relatados, homenageá-los, homenagear aquela conquista e até mesmo os suecos que nos aplaudiram em pé naquele longínquo 1958, e o que fizeram nossas crianças?
Negaram-se a jogar com as camisas de pano. “Muito pesada!” Disseram os coitadinhos...
Que vergonha! Uma falta de conhecimento e orgulho histórico, que, se fosse eu o presidente da CBF, jamais admitiria! Mas como esperar isso de um “Sr.” como José Maria Marim? Ir contra os atuais “reizinhos” da bola, dos cifrões e dos comerciais? Jamais!
Quem é você Daniel Alves pra não ter o prazer de jogar com o mesmo pano que vestiu Djalma Santos? Quem são vocês Pato, Damião pra negar vestir as camisas daqueles que deram duas copas seguidas para nós, por míseros 90 minutos?
Maldita idéia da CBF dar tanta honra a uns moleques desprovidos de educação, respeito e cultura.
Bem feito!
Eu seria o gandula deste jogo se tal privilégio me fosse dado. Correria e jogaria mais do que nunca, apenas para estar no palco de nossa primeira conquista mundial e poder levar tamanho histórico souvenir de lambuja, assim como tantos amantes do futebol que conheço.
Pena que não pensam assim, os “mamadeiras” que hoje vestem a suave, leve e tecnológica canarinho...
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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