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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Tjd, cbf, fpf, fdp.

Eu sou advogado há quase 20 anos. Tenho apreço pela norma. Aprendemos já no primeiro período da faculdade que não há sociedade sem regras, ainda que não escritas. Mas a vida ensina que muitas coisas, a maioria, talvez, resolve-se com bom senso.

Eu não iria escrever nada sobre o episódio do julgamento do TJD, até porque meus companheiros de site, e até outros veículos de comunicação não tão bons quanto o nosso já abordaram à exaustão o assunto. Mas após assistir o que ocorreu ao final do jogo entre Sergipe e Botafogo-RJ, tenho que pôr para fora e dividir com vocês algumas coisas, até em caráter de desabafo.

A primeira delas é que se a gente parar pra pensar por que a gente gosta tanto de futebol, mesmo com tantos absurdos, injustiças e canalhices, a gente não encontra resposta. Sabe como quando você repete a mesma palavra tantas vezes até perder o sentido? Assim é com a nossa paixão pelo futebol.

Convido então você a se colocar no lugar do presidente do Sergipe, como eu fiz ao final do jogo. Mas antes disso, lembre-se da adrenalina do estádio. Das horas de espera, do calor da galera gritando, do seu time entrando em campo. Olhe e sinta seus pelos arrepiando, sua voz ficando rouca ao lado de outras milhares ecoando em uníssono, naquela energia absurda que só se compara ao show de sua banda favorita. Adicione à fervura alguns copos de cerveja, e o fato de que seu time, o azarão, está ganhando por um a zero do grande favorito não até os 90 minutos, mas até quase os 100. À esta altura você já está chorando, abraçando seu filho, sua mulher, seu amigo, o pipoqueiro, o desconhecido suado e sem camisa ao seu lado, até que...o outro time empata.
Pior! Empata numa jogada de escanteio, que deveria ter sido tiro de meta, quando o jogo já deveria ter sido encerrado pelo árbitro.
Não esqueça, você é mais que um torcedor, você é também o presidente do clube, que estava prestes a realizar um feito histórico, a receber uma bolada para o seu clube, a avançar de fase, calar milhões de adversários e fazer valer a pena todo esforço seu e de sua equipe ao longo de anos.

Como você reagiria?

Apenas neste final falarei sobre o julgamento do atleTiba porque é a nota que aquele episódio merece. Um ridículo circo que estenderá sua lona agora até o pleno do TJD, e até o STJD no Rio de Janeiro, onde outros palhaços togados farão de conta que trabalham, por muito dinheiro, e nos farão rir para não chorar.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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