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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Todos querem mudança, ninguém quer mudar

Na política, votamos nos mesmos pangarés e esperamos respostas diferentes e melhores aos problemas sociais. No futebol, praticamos as mesmas atitudes e esperamos do mesmo modo resultados diferentes. Com o perdão da franqueza, o nome disso é burrice. A conversa da vez é a (e)instabilidade do técnico paraguaio que foi de gênio a imbecil em algumas rodadas, como é a praxe no futebol brasileiro.

Morínigo sofre por sua própria competência. Por ter conseguido dar um padrão tático a um time limitadíssimo agora é comparado com seu melhor momento. A comparação é injusta, entretanto, pois, o caldo e o contexto são bem diferentes. Os times enfrentados são bem melhores que os da série B. O escrutínio da mídia é muito maior, mais ácido e impiedoso. A torcida, que abnegada e incondicionalmente apoiava – e ainda vem apoiando bem mais que o normal para os padrões alviverdes – começa a trocar a confiança pela desespero e o medo de ter de aguentar uma nova queda. As nossas revelações, sobretudo Igor Paixão começam a sofrer assédio do mercado. O próprio Morínigo foi assediado. Enfim...

Será então que o problema é mesmo Morínigo? Para além das lesões, sobretudo de Andrey e Natanael que já voltou, e das atuações pífias dos consagrados Muralha e Henrique, me parece que o problema do Coxa é anímico e psicológico. Em sendo assim, pergunto: por onde onda o coach, guru expert em mindfulness Renè Simões? Queremos a SAF, queremos uma empresa, ok. Mas é com a troca constante de comando e filosofia que as empresas crescem, ou com a constância e o aprimoramento de processos e procedimentos? Será possível que ninguém dentro do clube consegue identificar os problemas e resolvê-los sem que isso passe inexoravelmente pela demissão do treinador? Pqp...

Me entendam bem: se a diretoria quiser mudar que seja de plano, de filosofia, e que escolha um treinador com base no elenco, no projeto; e não apenas alguém para ser um velho fato novo. Chega. Chega de ser refém de velhas práticas, de jogadores indolentes e irresponsáveis fritadores de técnicos. Chega.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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