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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Um time do barulho, estrelando Misael, Fabricio, e “grande” elenco.

Você vai morrer de rir, ou de chorar, com esse filme que se repete até duas vezes na semana. Direção: Pedroso e seu conjunto. Direção executiva: Bacellar. Figurino e maquiagem: Ney Franco. Patrocínio: Torcedores.

Marcos Aurélio tenta, corre, mas de que adianta, se o meio permite que o limitado zagueiro São Paulino avance e com um toque deixe Pato mano a mano para vencer o lento Lucas Claro?
De que adianta o ataque correr, (ainda que Rafael Lucas já demonstre o cansaço de um veterano e o desinteresse de um consagrado) para a Zaga ser entortada inteira pelo pobre ex-craque Pato, que não tomou conhecimento do desmotivado e descompromissado Lucas Claro, mais uma vez no terceiro gol?
E a furada do zagueirão? Jesus amado! Henrique não tem noção nenhuma de cobertura. O mesmo Henrique que disse tempos atrás “ser parecido com Roberto Carlos”. Pare, rapaz! Cresça! Só se for no jeito de puxar a meia pra cima...

Quem é Fabricio? Quem é Misael?
A pergunta da segunda ou da quinta, seja o jogo dentro ou fora do Couto, é a mesma: De quanto perdemos? – Empatamos. Opa, maravilha, dos males o menor!

Como explicar essa situação xarope, se nosso elenco é melhor que o do Sport, que o da Chapecoense, que o do Joinville, que o do Vasco, que o do Flamengo? Simples: Falta de planejamento. Se esse time estivesse à disposição de Marquinhos desde o início, talvez tivéssemos chance de brigar por algo mais digno. Mas quando se monta um time durante a competição, no afogadilho, o resultado é esse.

Ney Franco, assim como Marquinhos, não tem mais culpa que a diretoria esvaziada, que tem um apreço pela atitude heroica de desistir dos compromissos, e pular do barco que comandam deixando a tripulação a mercê das intempéries.
A nós, coritibanos sofredores, se tivermos um mínimo de vergonha na cara, cabe a missão de jamais permitir que esses cidadãos jamais entrem nesse barco de novo.

PS. Convidaram Alex para ser diretor de futebol. Santa hipocrisia. Iludiram o menino de ouro com falsas promessas eleitoreiras como a todos nós, e agora querem chama-lo de novo para acalmar nossos corações. Não aceite! Melhor aguardar o fim dessa era maldita, que pelo jeito não durará muito, para com um pouco mais de planejamento, tranquilidade e condições de trabalho, iniciar sua carreira de dirigente Coxa-branca, se esse for seu desejo.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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