Vai dar liga.
Contra uma TV que te empurra porcarias diariamente e mesmo assim todo mundo liga;
Contra uma Instituição que usa do futebol, patrimônio cultural nacional e público, única e exclusivamente para benefícios privados;
Tem que dar liga!
Posso ser um sonhador, mas sei que não sou o único, já diria John Lennon. Acredito que começamos a virar o jogo, que ainda está 7x1, ou seja, falta muito pra sequer empatarmos. Não me interpretem como ingênuo, pois sei que não se trata de uma batalha entre o bem e o mal. Só existem maus nesse negócio chamado futebol. Mas até o inferno merece ser mais democrático.
Bastam os clubes não desistirem deste projeto. Chega do monopólio da CBF, da Globo, e das Federações estaduais. Os clubes são os produtores dos atletas, promotores do espetáculo; nós somos a plateia; não precisa ser mestre em economia pra saber que confederações e federações são intermediários desnecessários.
Existem coisas ruins que vem para o bem. O mensalão e a lava jato provaram por A+B+$ como que a política é feita: venda de votos e troca de favores. Seja de direita ou de esquerda, todos têm seu preço e para encher o bolso sempre se chega a um meio termo.
No futebol, a derrota para a Alemanha e para a Holanda foram o estopim da mudança, ainda que mais lentamente do que gostaríamos. Não só no Brasil, mas na América Latina e até mesmo na toda poderosa FIFA. Quem diria...
Do nosso time, espero uma campanha apenas mais digna do que a do ano passado. Um meio de tabela no nacional até supera minhas expectativas. Do nosso clube, não espero nada. Do jogo de hoje, vale dizer que será muito difícil, pois o plantel do Inter é muito superior ao nosso em qualidade; tanto que consegue fazer bons jogos, vistosos, mesmo tendo como treinador um praticante do Dunguismo.
Taticamente, manteria a base de Kleina deixando Negueba bem aperto do seu lado, acompanhando as subidas do lateral adversário, mas, principalmente, jogando em suas costas. A falta de um atacante matador, e a sobra de meias e centroavantes de movimentação me permite sugerir jogarmos com o famoso falso nove Fazendo o pivô mas principalmente puxando os zagueiros e abrindo espaços para os meias que tem que se apresentar e finalizar.
Um João Paulo mais preso e um Alan Santos atento podem ajudar os laterais a subirem possibilitando assim trocarem de posição com Negueba e Thiago Lopes, que, nesta conjuntura fechariam como opções para finalizar pelo meio.
Certamente que os amistosos foram horríveis, mas o fato de termos vários cascudos no grupo me faz pensar que além de estarem ainda ressaqueados, devem ter tirado o pé para não se machucarem, ou de preguiça mesmo. Vejamos como se comportam em uma competição oficial. Não só oficial como a mais importante do ano. Dos últimos anos eu diria: A Liga da Justiça.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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