Vários Coritibas
O primeiro Coritiba jogava num 3-5-2 equilibrado. Um linha de 3 zagueiros bem definida, com Gil muito bem pela direita, que vem reiteradamente confirmando seu lugar na equipe titular e Patric ainda melhor pela esquerda, que além de fazer um Gol, sofreu o pênalti para o último gol do jogo.
Rafinha, flutuando e abrindo espaços, teve destacada atuação tanto pela abertura do marcador no Gigante do Itiberê, quanto por sua movimentação fundamental nos gols de Robinho e de Julio César.
O segundo Coritiba, colocado em campo num 3-5-2 mais arriscado, digamos assim, não se houve bem. Muito por conta da ineficácia ofensiva e total deficiência defensiva do angolano Geraldo, que, por não ter mais nenhum espaço no ataque, eis que contamos com Rafinha, J. César, Arthur, Deivid, além de Keirrisson, tenta sua última cartada como ala esquerdo.
Neste segundo Coritiba, Alex foi recuado à posição de Robinho, jogando como segundo volante ao lado de William, deixando Lincoln como armador principal, que pouco produziu nesta função, o que acarretou no declínio de toda a equipe.
O último Coritiba, já com Urso em campo, como zagueiro, repatriou Patric à lateral direita e deslocou Leandro Almeida para a ala esquerda. Desta maneira, o angolano Geraldo foi alçado mais à frente, formando uma linha de três com Lincoln no meio e Rafinha do outro lado. A mudança tática para o 4-2-3-1 deu certo, e o Coxa melhorou fazendo mais dois gols.
Os únicos atletas que não sofreram alterações em suas posições táticas foram Vanderlei, por óbvio, William, o incontestável cão de guarda da defesa Coxa, e Julio César, em tarde inspiradíssima, a referência que cumprimentou quatro vezes o goleiro Felipe.
Se por um lado podemos pensar positivo e interpretar que o Coxa é um time com várias opções táticas, havemos de ficar felizes. Se, por outro lado, considerarmos o copo meio vazio, e interpretarmos tantas variações como fruto da falta de um 11 titular e da ausência de um padrão tático definitivo, havemos ainda de ficar apreensivos. Pondo o placar do jogo na balança, a primeira opção me parece a mais correta.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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