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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

VARzea

O empate do Coritiba em São januário precedido de um desempenho medíocre nas últimas rodadas tem levantado várias teorias acerca da queda de desempenho do time. Acredito que duas delas apenas fazem sentido: a idade avançada do elenco e o conforto de estar próximo do objetivo. O resto é especulação, com pitadas de ignorância e má fé.

Ignorância quando escutamos, por exemplo, que o treinador Coxa deveria ter colocado mais os piás da base nos jogos fáceis. Jogos fáceis?

À exceção do jogo contra o Brusque, o Coritiba só ganhou de no máximo dois gols de diferença, e a imensa maioria dos jogos por apenas um gol de vantagem.

Má fé quando escutamos que o Coxa teve queda de desempenho. Sinceramentedigo que o desempenho do Coxa e a organização tática seguem a mesma, com a diferença de que a bola não está entrando. Exemplo disso foi a última bola nos pés de William Totó no jogo contra o Remo, zero a zero, e o pênalti perdido pelo Leo Gamalho contra o Cruzeiro. Morínigo falou exatamente isso na coletiva pós jogo contra a raposa. Ocorre que nossa imprensa tem dificuldade até em vocabulário, em semântica, confunde desempenho com resultado, eficácia com eficiência. Paulo Autuori que o diga, sabe como ninguém rir da cara dos “repórteres”. René Simões faz isso muito bem, também.

O copo está meio cheio, mais que meio cheio, e quando ele estiver meio vazio, comprometo-me a ser o primeiro a falar aqui.

Dito isso, e esperançoso de que bocas serão caladas terça à noite, passo ao segundo tema da coluna: o VAR de São Januário. Aquela várzea que chamam de estádio de futebol deixa a desejar e não é de hoje. Desde os tempos de Eurico Miranda ( até antes) é ambiente artificialmente hostil, algo como um campo minado, pelo qual só os cruz-maltinos sabem andar.

Cinco minutos no lance do gol do nenê, é um absurdo! O que esses senhores do VAR estão fazendo lá? Ignorantes! Incompetentes! Cinco minutos!? Mata o jogo, esfria os jogadores, prejudica o espetáculo, enfim. O Brasil conseguiu estragar a ferramenta em menos de cinco anos de uso, simplesmente porque não temos recursos humanos à altura da tecnologia.
Em lance mais difícil - ajustado - no jogo Tottenhan X Westham, gol do Harry Kane foi validado em 30 segundos.
Ah, Fernando, mas não queira comparar a premiere league, com a série B do Brasileirão...

Comparo sim, pra dizer apenas que a tecnologia é praticamente a mesma. O diferencial é o capital humano, os indivíduos que comandam e apitam o espetáculo. Se por um lado nossos jogadores e técnicos possuem um comportamento horrososo, mimado, fingido e infantil; de outro, os nossos árbitros são os piores do “mundo civilizado” do futebol. Os piores!


Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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