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Politicamente Incorreto
Politicamente IncorretoRicardo Fernandes

Academia de Futebol

Quando penso no futebol do Coritiba e analiso uma partida como a de sábado contra o lanterna do campeonato brasileiro, remeto-me a 2014, quando desenvolvemos e formatamos algumas idéias para tentar ajudar o Coritiba.

Uma das idéias era a criação de “academias de futebol”, separadas por “setores” do campo onde os atletas treinariam, incessantemente os fundamentos básicos de cada posição.

Por que jogador de futebol é tratado como criança?

Acredito que é uma das poucas profissões no mundo onde se pode errar descaradamente sem ser mandado embora por “justa causa”. Erra, pede desculpas e no outro jogo está lá, sendo aplaudido pela torcida. Pelos salários que recebem, deveriam ser mais cobrados do que diretores de empresa e trabalhar muito, mas MUITO mais do que diretores de empresa.

O que vemos?

Jogadores perdendo gols imperdíveis, como vimos nos jogos contra Galo e JEC, jogadores andando em campo e jogadores BRINCANDO em campo, como o Sr. Negueba mais uma vez fez. Este aliás, sinceramente eu não sei o que ainda está fazendo no Coritiba. Talvez usando o clube para curar suas ressacas intermináveis, adquiridas na noite curitibana.

Se tivessem sido implementadas as academias de futebol, apostaria todas as minhas fichas que nosso time estaria “anos luz” à frente dos demais concorrentes em todos os fundamentos.

Por que nenhum clube faz isso?

Porque o jogadorzinho medíocre achará ruim, porque boleiro acha que não precisa treinar. Boleiro NÃO gosta de treinar. E se for cobrado, faz corpo mole e que se dane o clube.

Se compararmos o futebol ao vôlei ou ao basquete, perceberemos facilmente a diferença entre atletas que treinam e efetivamente cumprem 100% do que o treinador pede e boleiros que atuam no futebol. Ou alguém acha que nosso treinador pediu para o Negueba entrar em campo para brincar e fazer firula?

Vejam o exemplo do técnico Bernardinho.

Imaginem se ele fosse o treinador e o Rafhael Lucas perdesse 2 gols feitos como no sábado? Ou o Paulinho, quando não soube tirar do goleiro? Ou o Negueba, que entrou para brincar?

Provavelmente os dois primeiros teriam de ficar ajoelhados no milho após o jogo e o Negueba seria “retirado” de campo 1 minuto depois de ter entrado e nunca mais vestiria nosso manto sagrado.

Mas aqui é o futebol. Aqui é o Coritiba.

Tem muita gente nessa diretoria que não está nem aí para o time, só pensa em si mesmo e na sua promoção pessoal. Claro que não podemos generalizar, mas todos os torcedores que são mais ligados ao clube, sabem quem são estas laranjas PODRES.

Se tivessem o mínimo de humildade e pensassem um pouquinho só no clube, idéias seriam efetivamente implantadas e viveríamos uma outra realidade. O que temos é um bando de politiqueiros que prometeram o mundo para ganhar uma eleição, se perderam na primeira semana e hoje não sabem a qual santo recorrer para não repetirem a besteira que fizeram em 2009.

Ou ninguém percebeu que a maioria das figurinhas são repetidas?

Sobre o autor

Ricardo Fernandes
Prof. Ricardo Fernandes, ou apenas Fernandes para os íntimos, vem de uma família 100% COXA-BRANCA.

Seus avós inclusive, acompanhavam o Coritiba desde a infância, fator que o fizeram nascer com o verde no sangue.

Frequenta o estádio desde 1.989, quando pela primeira vez viu o Coritiba ao vivo e, de lá para cá, sempre foi um dos mais fiéis torcedores do Coritiba.

Prof. Fernandes é especialista em Pricing (Preços), Presidente da Associação Brasileira de Pricing, cursou MBA em Gestão e Marketing na UNINTER, Marketing nas Faculdades Santa Cruz de Curitiba e Estatística na UFPR.

Profissionalmente, Prof. Fernandes viaja o Brasil semanalmente, sempre disseminando seus conhecimentos estratégicos sobre Pricing para profissionais de todos os ramos de atividade.

Sobre o blog

Neste espaço o torcedor do Coritiba encontrará a opinião de uma pessoa politicamente INcorreta.

Não sou de passar a mão na cabeça de ninguém. Cobrarei forte, muito forte quando acreditar que alguém errou ou por incompetência prejudicou o Coritiba.

Sou o tipo de pessoa que não se importa com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar a meu respeito, assim, percebo que existem pessoas que gostam de mim e pessoas que efetivamente me odeiam.

De qualquer forma, falando bem ou mal, estão falando de mim.
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