No meu irmão só bato eu!
Esta frase me veio à cabeça quando tive de assistir ao jogo do Coritiba contra o Cianorte pela televisão, em vez de ir ao Couto Pereira, como costumo fazer.
A péssima narração de Felipe Lestar e os lamentáveis comentários de Edson Militão mostraram tudo que uma transmissão esportiva não deve ter. A total falta de isenção e profissionalismo de ambos seria capaz de ruborizar um estudante de jornalismo, que somente poderia usar a situação como um exemplo do que não fazer.
Com críticas ácidas à equipe Coxa-Branca, cheias de superlativos, adjetivos, ironias descabidas e uma tentativa de produzir um "humor" que, na verdade, faria uma hiena silenciar, a supracitada dupla me fez até lembrar uma coluna que escrevi há muitos anos aqui no site, entitulada "Jogo na TV é uma provação".
Uma coisa é ver preocupados torcedores do Coritiba criticarem contratações, atuações, jogadores, treinador, diretoria - sempre respeitando todos os profissionais e com um intuito construtivo, é claro - e outra é ver pretensos "profissionais" da crônica esportiva ridicularizando o clube em rede nacional.
Ora, o nosso time quem pode criticar somos nós, que sabemos das falhas e queremos resolvê-las para crescermos. Nós, que vamos ao estádio, torcemos, vibramos, gritamos, nos associamos, compramos produtos oficiais/licenciados, vamos aos jogos e efetivamente somos parte desta instituição que é o Coritiba.
Lestar e Militão são apenas mais duas amostras da patética realidade da crônica esportiva paranaense, tão medíocre e ridícula quanto a federação de futebol local. Raras exceções salvam a dignidade dos profissionais da mídia esportiva, sendo esta composta por uma enorme gama de pessoas incompetentes e parciais.
Enquanto torcedores conscientes visam apenas o bem do clube ao alertarem, cobrarem e pressionarem por mudanças positivas, diversos "cronistas" se aproveitam de qualquer brecha (ou às vezes as criam) com o intuito de denegrirem, gerarem discórdia e polemizarem, afinal, é isto que vende.
Da minha parte seguirei criticando e elogiando de acordo com a minha consciência e com a realidade do clube. Mas quando for necessário criticar, prefiro fazê-lo eu mesmo, esperando que os "cronistas" mantenham a isenção e guardem os adjetivos e superlativos para eles.
Afinal, assim como cada um cuida de seu irmão, a nós torcedores coritibanos cabe cuidar do nosso Coritiba.
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