O invencível
De lá para cá foram três empates em 1x1, dois dos quais com o adversário saindo na frente e o alviverde sem ter força para reverter o placar. O terceiro destes empates teve o Verdão abrindo o marcador, levando um gol em bola parada, e novamente não mostrando reação para marcar um segundo gol, mesmo com o adversário tendo um jogador expulso.
Desde 2010, há 41 jogos, o Coritiba não sabe o que é perder no estadual. Bicampeão invicto, recorde mundial de vitórias em 2011, muitas delas alcançadas no campeonato local.
Olhando este último parágrafo, um leitor menos atento poderia pensar que o Alviverde domina amplamente a competição de 2012, porém todos sabemos que não é o que ocorre. De forma inexplicável o time coritibano perdeu pontos para times cujas folhas salariais completas não devem cobrir a remuneração de um jogador mediano do Alviverde.
E isso custou caro, pois o time da segunda divisão se permitiu perder pontos apenas para o segundo colocado, e mesmo desfacelado, com quase nenhum reforço, sem-teto e desmoralizado, consegue liderar o fraco certame estadual.
Como isso é possível? Simples: ser "invencível" não basta!
Não ser batido não significa ter conquistas. Vencer é que levam a elas. Desde que as competições passaram a dar três pontos por vitória isso ficou mais do que evidente, mas mesmo assim o Coritiba vem falhando nos últimos três jogos.
No primeiro empate se falou em cansaço. No segundo muitas críticas ao treinador e aos reforços, que não estariam rendendo. No terceiro a cabeça do técnico começa a ser pedida, Rafinha (que perdeu pênalti) foi questionado e se fala em problemas no elenco.
A real razão da queda de rendimento? Não sei dizer, mas é bom o Departamento de Futebol, principalmente Felipe Ximenes, que anda um tanto sumido, identificar e resolver a situação, pois do jeito que a coisa está, o sonhado tricampeonato - que era dado como praticamente certo no início do ano - ficará comprometido, assim como a sequência do ano.
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