"Paranização"
Parece que depois de Antônio Couto Pereira as vaidades proliferam no alto da Glória.
Maud, Araujo, Osna, Mehl, Malucelli, Prosdócimo, Cirino, Giondenis, Vilson, Guerra. Não nessa ordem.
E o Aedes aegypti da vaidade não pica apenas os poderosos politica e financeiramente. O baixo clero não esta imune, todos que orbitam nesse entorno foram infectados. A lista é imensa.
Já tive esperanças e por conta disso me envolvi de corpo e alma. Na condição de simples torcedor, fui chamado a colaborar e prontamente aceitei, submetendo-me a liderança de pessoas que confiei.
Não estávamos errados, o caminho era esse: a união de todos os Coxas Brancas.
Foi bom, foi ótimo, foi ruim, foi péssimo, muitas coisas aconteceram. O Coritiba avançou, mas não decolou.
Hoje a realidade é mais cruel. Confesso que alimento pequenas esperanças de dias melhores. O legado da gestão anterior é um fardo pesado, e parece-me que a gestão atual não será muito diferente.
Mais uma vez o Coritiba pede socorro à sua grande torcida. É importante que nos manifestemos com coerência, sabedoria e isonomia.
Que homens do poder venham a público com verdades, que o clube não se esconda atrás de notas oficiais maquiando possíveis imbróglios.
Que a ascensão de pessoas dentro do clube aconteça com trabalho, competência e títulos, não através de manobras sórdidas;
Que os desertores ao menos deixem um recado positivo, não apenas largando o Coritiba como se fosse um brinquedo que cansou.
Aliás, essa é a sina do Coritiba; pessoas passam pelo Alto da Glória, se deliciam com o poder e posam de celebridade. O tempo passa e são lembrados apenas do seu passado, sem nada a oferecer para o futuro. E como a situação do Coritiba é falimentar e sem títulos, as lembranças não são boas.
É impressionante como o poder blinda, torna pessoas irredutíveis até o momento de uma hecatombe. Como aconteceu no rebaixamento em 2009 e a eliminação da Sul Americana por um tal de Itagui, por exemplo!
Quando a queda é lenta, como vem acontecendo (três anos seguidos batendo à porta do rebaixamento) ouvimos e lemos que está tudo bem. Sabemos que não está!
Deem-nos esperanças!
Sobre o autor
Cláudio Adalberto Réus, ou apenas Cláudio Réus, ou simplesmente RÉUS.
Nascido em Santa Catarina, torcedor Coxa antes mesmo de conhecer o time do Coritiba e o Belfort Duarte. À distância, acompanhou as transmissões de Lombardi Junior através a radio Clubeo B2.
Mudou para Curitiba em 1973, desde então assíduo frequentador do Belfort Duarte e Major Antônio Couto Pereira.
Sócio desde 1987 ajudou a fundar o movimento CORIAÇÃO. Entende que o maior patrimônio de um clube de futebol é a torcida. Desde que a torcida seja participativa.
Aderindo aos planos de sócio, indo aos jogos, incentivando, criticando. Criticas com conhecimento, sabedoria e humildade.
Nascido em Santa Catarina, torcedor Coxa antes mesmo de conhecer o time do Coritiba e o Belfort Duarte. À distância, acompanhou as transmissões de Lombardi Junior através a radio Clubeo B2.
Mudou para Curitiba em 1973, desde então assíduo frequentador do Belfort Duarte e Major Antônio Couto Pereira.
Sócio desde 1987 ajudou a fundar o movimento CORIAÇÃO. Entende que o maior patrimônio de um clube de futebol é a torcida. Desde que a torcida seja participativa.
Aderindo aos planos de sócio, indo aos jogos, incentivando, criticando. Criticas com conhecimento, sabedoria e humildade.
Sobre o blog
Desde a década de 1970, tenho o hábito saudável, assim como a maioria dos torcedores, de nunca assistir os jogos do Verdão sozinho.
Eu tenho tido a sorte da maioria absoluta dos jogos, ter assistido ao lado de amigos torcedores que entendem muito de futebol e principalmente entendem de Coritiba.
No dia 31 de julho de 1985, não pude ir ao Maracanã e de maneira improvisada iniciamos naquele dia o nosso .recanto Alviverde..
Num mutirão de ultima hora reunimos trinta cadeiras, uma bancada alta e um aparelho de TV. Todos muito aflitos, xingamos, torcemos, vibramos e explodimos em alegria na cobrança do pênalti de Gomes.
Hoje, a TV deu lugar a um telão, as cadeiras ganharam a companhia de bancos e sofás. As paredes falam através das fotos de tantos e tantos amigos que por aqui passaram.
O "Recanto Alviverde" é isso: Interação, intercambio, troca de experiência, tudo com muita emoção; antes, durante e depois dos jogos do Coritiba, o nosso Verdão Coxa Branca.
Eu tenho tido a sorte da maioria absoluta dos jogos, ter assistido ao lado de amigos torcedores que entendem muito de futebol e principalmente entendem de Coritiba.
No dia 31 de julho de 1985, não pude ir ao Maracanã e de maneira improvisada iniciamos naquele dia o nosso .recanto Alviverde..
Num mutirão de ultima hora reunimos trinta cadeiras, uma bancada alta e um aparelho de TV. Todos muito aflitos, xingamos, torcemos, vibramos e explodimos em alegria na cobrança do pênalti de Gomes.
Hoje, a TV deu lugar a um telão, as cadeiras ganharam a companhia de bancos e sofás. As paredes falam através das fotos de tantos e tantos amigos que por aqui passaram.
O "Recanto Alviverde" é isso: Interação, intercambio, troca de experiência, tudo com muita emoção; antes, durante e depois dos jogos do Coritiba, o nosso Verdão Coxa Branca.
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