Pequenas Confrarias, até quando?
Há muito tempo estamos na corda bamba. A cada jogo do Coritiba é uma guerra contra o rebaixamento, e o bom senso da nação Coxa Branca impede que falemos de “tolices”, como o absurdo que foi a construção de uma churrascaria num espaço tão nobre do Clube e da cidade.
Besteira também se preocupar com o que foi o sonho da grande nação alviverde por muitos anos: a conclusão do terceiro anel na Mauá. Virou mais um espaço de confraria de amigos.
Bobagem nesse momento tão difícil na tabela de classificação no brasileirão, ficarmos aqui conjecturando sobre empresários que enchem suas burras de grana enquanto o clube está a beira da falência.
Uma nova confraria está no poder, e o que nos espera além do empresário de jogadores irmão do presidente do Conselho Deliberativo?
Depois de mais de seis meses no poder do Clube, as esperanças em mudanças vão se esvaindo na medida em que pessoas importantes são varridas para longe do Couto. Esperanças ao menos daqueles que votaram nessa turma.
De confraria em confraria estão afundando o Coritiba.
Não me diz respeito, mas penso que as pessoas que passaram por diversas administrações do Paraná Club estejam hoje estabilizadas financeiramente, assim como aqueles que passaram pelo Guarani de Campinas do Brinco de Ouro da Princesa.
A situação do Coritiba é tão grave ao ponto de não sobrar tempo nem motivação para discutirmos pautas importantes para o Clube, como campanhas de marketing para aumentar o numero de sócios, relação do clube com as torcidas organizadas, categoria de base, entorno do Couto Pereira antes e depois dos jogos, reformas no CT, etc.
Um dia, a torcida do Coritiba se mobilizou e numa ação emblemática, com vassouras e baldes em mãos, literalmente lavou o Couto Pereira.
Ingenuidade gostosa, puro saudosismo.
Pessoas que posaram naquelas fotos hoje posam de dirigentes.
Não tem como não comparar a política do Clube com a política partidária no Brasil.
Pensei agora citar Pablo Neruda “A Esperança da Humanidade”, no entanto Neruda não merece; não agora nesse momento do Coritiba Foot Ball Club.
Saudações Coxa Branca!
Cláudio Réus
Sobre o autor
Cláudio Adalberto Réus, ou apenas Cláudio Réus, ou simplesmente RÉUS.
Nascido em Santa Catarina, torcedor Coxa antes mesmo de conhecer o time do Coritiba e o Belfort Duarte. À distância, acompanhou as transmissões de Lombardi Junior através a radio Clubeo B2.
Mudou para Curitiba em 1973, desde então assíduo frequentador do Belfort Duarte e Major Antônio Couto Pereira.
Sócio desde 1987 ajudou a fundar o movimento CORIAÇÃO. Entende que o maior patrimônio de um clube de futebol é a torcida. Desde que a torcida seja participativa.
Aderindo aos planos de sócio, indo aos jogos, incentivando, criticando. Criticas com conhecimento, sabedoria e humildade.
Nascido em Santa Catarina, torcedor Coxa antes mesmo de conhecer o time do Coritiba e o Belfort Duarte. À distância, acompanhou as transmissões de Lombardi Junior através a radio Clubeo B2.
Mudou para Curitiba em 1973, desde então assíduo frequentador do Belfort Duarte e Major Antônio Couto Pereira.
Sócio desde 1987 ajudou a fundar o movimento CORIAÇÃO. Entende que o maior patrimônio de um clube de futebol é a torcida. Desde que a torcida seja participativa.
Aderindo aos planos de sócio, indo aos jogos, incentivando, criticando. Criticas com conhecimento, sabedoria e humildade.
Sobre o blog
Desde a década de 1970, tenho o hábito saudável, assim como a maioria dos torcedores, de nunca assistir os jogos do Verdão sozinho.
Eu tenho tido a sorte da maioria absoluta dos jogos, ter assistido ao lado de amigos torcedores que entendem muito de futebol e principalmente entendem de Coritiba.
No dia 31 de julho de 1985, não pude ir ao Maracanã e de maneira improvisada iniciamos naquele dia o nosso .recanto Alviverde..
Num mutirão de ultima hora reunimos trinta cadeiras, uma bancada alta e um aparelho de TV. Todos muito aflitos, xingamos, torcemos, vibramos e explodimos em alegria na cobrança do pênalti de Gomes.
Hoje, a TV deu lugar a um telão, as cadeiras ganharam a companhia de bancos e sofás. As paredes falam através das fotos de tantos e tantos amigos que por aqui passaram.
O "Recanto Alviverde" é isso: Interação, intercambio, troca de experiência, tudo com muita emoção; antes, durante e depois dos jogos do Coritiba, o nosso Verdão Coxa Branca.
Eu tenho tido a sorte da maioria absoluta dos jogos, ter assistido ao lado de amigos torcedores que entendem muito de futebol e principalmente entendem de Coritiba.
No dia 31 de julho de 1985, não pude ir ao Maracanã e de maneira improvisada iniciamos naquele dia o nosso .recanto Alviverde..
Num mutirão de ultima hora reunimos trinta cadeiras, uma bancada alta e um aparelho de TV. Todos muito aflitos, xingamos, torcemos, vibramos e explodimos em alegria na cobrança do pênalti de Gomes.
Hoje, a TV deu lugar a um telão, as cadeiras ganharam a companhia de bancos e sofás. As paredes falam através das fotos de tantos e tantos amigos que por aqui passaram.
O "Recanto Alviverde" é isso: Interação, intercambio, troca de experiência, tudo com muita emoção; antes, durante e depois dos jogos do Coritiba, o nosso Verdão Coxa Branca.
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