Autocrítica?
Estava pensando sobre isso após esse jogo contra o Rio Branco.
Não sei porque, mas antes mesmo de entrar nas redes sociais, já sabia exatamente o que iria ler! E sem nenhum exercício de futurologia, foi fácil “prever” que os comentários mais freqüentes seriam “o adversário não é parâmetro”, seguidos de “o paranaense é muito fraco” e, por fim, “não dá pra se empolgar”.
Não que eu não concorde com o fundo de verdade que todos estes comentários trazem... longe de mim, porque realmente há alguma razão nessas opiniões.
Mas parafraseando o Alex: Ô, torcida chata essa nossa (o que me incluo, antes que me apedrejem)!
Se ganha de 6 (ou 7, como no primeiro turno), o adversário é fraco... se ganha de 1 ou 2, jogou pro gasto e não fez mais do que a obrigação... o pior é quando perde ou empata, que daí surgem do nada a Horda dos “Eu não disse?”!!!!
Parece que o senso comum na nossa torcida se tornou o pessimismo. Parece que é palavra de ordem esperar o pior, não se animar com nada, sempre carregar um ranço de que, mesmo em bons momentos, algo está errado.
Mas será que ninguém percebe que isso contraria a nossa própria essência, que é torcer?
Porque o jogador, este tem a função de cumprir seu papel dentro de campo. E mesmo quando não consiga, este deve demonstrar, no mínimo, raça e vontade! É o que se espera dele!!
Mas e nós?
O que se espera de nós?
Fazendo a mesma análise, como se jogadores e torcedores fossem peças de um mesmo sistema (e realmente são), pode se esperar do torcedor que torça, apoie, vibre e ajude a empurrar seu time dentro de campo. Mas e quando isso não é possível?
Da mesma forma que muitas vezes o jogador não rende, muitas vezes a torcida não esta afinada, não está em grande número, não está em um bom momento... e o que então se espera dela? NO MÍNIMO que acredite! Que não perca a esperança no seu time! Porque quando a esperança acaba, tudo se acaba!
Muitas vezes nos colocamos numa posição que não é nossa. Acostumamo-nos a cobrar, a fiscalizar, a “prever” o pior e alertar a diretoria das coisas que ela pode “não estar vendo” (não que um pouco disso tudo não seja também necessário).. e deixamos de lado nossa essência, o TORCER!
Se um jogador pode ser vaiado por, mesmo jogando mal, não ter demonstrado sequer raça, assumamos as nossas vaias por, em muitas vezes, mesmo “torcendo mal”, ter-nos faltado o mínimo que se espera, que é SEMPRE ACREDITAR!
Por isso eu acredito!
Por isso não vejo terra arrasada num mal resultado!
Por isso vibro, e muito, com uma goleada, seja em qual adversário for!
Porque tudo é uma somatória de fatores, e a nossa parte nesta equação deve ser dada: Que é torcer!
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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