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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

Chacota



Continuo achando que o pênalti no Fred (na primeira partida do Brasil) existiu. Houve o puxão, discute-se somente a força de tal ato (se era ou não suficiente para derrubar).

Neste último jogo, no morno empate contra o México, já não tenho a mesma opinião. No lance de Marcelo, dentro da área, há apenas o contato normal entre os atletas. Vendo sem a câmera lenta, observa-se que o zagueiro mal toca no brasileiro, que faz uma encenação performática já olhando para o Juiz.

O que quero trazer aqui, não é a discussão se foi ou não pênalti (até porque as opiniões divergem), mas o fato de os jogadores do Brasil preferirem a marcação da falta em detrimento à continuidade do lance e à chance clara de gol.

Está ficando ridículo. E o mundo está dizendo, não eu. A tirinha abaixo é estrangeira...



No lance de ontem, do Marcelo, a bola se encaminhava à pequena área. Era talvez mais fácil fazer o gol daquela posição do que numa cobrança de penalidade máxima. Marcelo preferiu cair!

Me parece claro. Numa tentativa de continuidade, um erro na finalização seria responsabilidade do atleta. Tentando “cavar” um pênalti, joga-se a responsabilidade para a arbitragem.

Felipão, na coletiva, jogou para o juiz e para o goleiro mexicano a conta da não vitória.

É muito pouco... É muito “pequeno” para um selecionado penta campeão mundial e que enverga uma das camisas mais respeitadas do planeta!

Quem sabe se Marcelo tivesse continuado o lance... Quem sabe se Felipão tivesse optado pela escalação de outro atacante no lugar do contundido Hulk (ao invés de mais um volante)... Quem sabe se a “Família Escolari” tivesse sido um pouco flexível e abrigasse pelo menos mais um bom meia de criação como Lucas...

Delegar responsabilidades, agora, é fácil... Difícil é assumir as suas próprias!

Vamos jogar como homens? A Copa ainda está só começando!

Um abraço!!
Luiz Berehulka

Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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