Copa do Brasil, Paranaense e nossos detalhes crônicos
Com o Cene, fora de casa, empatamos por 2 a 2, o que não deixa de ser um bom resultado, em se tratando de mata mata como a Copa do Brasl. Já com o Rio Branco, também fora de casa, vencemos por 2 a 0 e praticamente encaminhamos a classificação no afunilamento do Paranaense.
Por que análises parecidas?
Simples, porque nos dois jogos fizemos dois gols e porque nos dois jogos nos portamos de maneira muito similar, com espaços atrás e cedendo o contra ataque de maneira recorrente.
É verdade que não tomamos gols contra o Rio Branco, mas isso se deve ao fato de Vanderlei ter feito uma bela partida e também por conta da falta de “timing” dos avantes parnanguaras com relação à linha de impedimento.
O Rio Branco também joga com característica mais centralizada, o que facilitou um pouco para a marcação... Diferentemente do Cene, que, jogando pelos lados, alçava bolas na área e escancarava a deficiência de posicionamento da defensiva alviverde.
A questão pontual é: Nos dois jogos, o Coritiba mostrou que está com boa triangulação de meio e com eficiência no ataque, mas continua com a cabeça de área desprotegida e a zaga mal posicionada.
A saída de Moacyr para a entrada de Victor Ferraz no lado de campo, melhorou muito a ofensividade alviverde, deixando o time com os dois lados agudos (Ferraz e Carlinhos). Alex apontando de “falso centro avante”, também tem se tornado peça fundamental nesse bom setor Coxa Branca.
Porém, a insistência em jogar com dois “volantes leves” (Gil e Germano), atuando com uma dupla de segundos volantes, tem deixado a zaga extremamente desprotegida. Contra times de menos calibre técnico, isso pode ser contornado, mas num Brasileiro, contra equipes de gabarito, pode ser suicídio.
Reparem que, ontem, com a entrada de Ícaro (primeiro volante) já no segundo tempo, o time se portou de forma mais equilibrada e levou menos sustos.
Falta este pequeno detalhe para que tenhamos um time verdadeiramente homogêneo e que, finalmente, nos passe plena confiança.
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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