Desaprendendo
Por que é que o time do Coxa habitou-se a perder fora de casa?
Parece algo tão “normal”, que percebemos no próprio time a apatia e a indiferença com relação ao resultado de derrota, uma postura conformada que parece fazer do insucesso longe do Couto uma rotina, um estado corriqueiro das coisas... E isso já se estende por pelo menos dois anos!
Já ouvi falar em Alexdependência, em Robinhodependência, em Deividdependência... Mas pelo visto, a verdade é que os jogadores sofrem de Torcidadependência, pois, longe dela, ou falta-lhes motivação, ou falta-lhes vergonha para honrar essa camisa!
Muito dizem que o erro foi ter entrado aberto, jogando pra cima de um time do porte do Galo em seus domínios. Porém, se entrasse fechado e perdesse, a alcunha de “retranqueiro” cairia sobre o treinador e lhe seria imputada a derrota da mesma forma.
A verdade é que, assim como foi no Rio contra o Botafogo, o time do Coxa simplesmente não jogou, e pior, não demonstrou sequer vontade de jogar!
Deixar o Jô livre pra fazer 3 gols, sabedores de que se tratava do centro avante do time adversário, é sinal claro de desinteresse. O mínimo que se esperava era uma marcação firme, fruto do empenho de da vontade (como fizeram contra o Grêmio, em Porto Alegre).
Que perdesse de pé, lutando e honrando nossas cores, como nas outras partidas onde vim aqui elogiar a postura, mesmo com o placar negativo. Nunca analisei resultado, sempre procurei ver o jogo e enaltecer as coisas boas, mesmo quando os 3 pontos não vinham. Sempre dei minha cara à tapa, enfrentando críticas por ser otimista, confiando num grupo que, mesmo nos piores momentos, mostrava que tinha potencial e poderia sim fazer valer nossa confiança!
Mas e agora?
Cadê aquele time que foi capaz de buscar um empate após estar perdendo de 2 a 0 para o Flamengo no Mané Garrincha lotado? Cadê aquele time que encurralou o Grêmio na sua Arena e nos trouxe a vitória? Cadê aquele time que foi à Vila Belmiro e saiu aplaudido até pela torcida rival? Cadê aquele time que obrigou o todo poderoso Corinthias a apelar para a arbitragem para poder vencer em sua própria casa?
Nenhum time simplesmente “desaprende” a jogar.
Resolvam seus problemas, antes que vocês consigam fazer a torcida “desaprender” a torcer!
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
Ver comentários (0)
