Foi bom... mas vai ser mágico!
Não me venham com essa história de que o Atlético está com o time sub-23, que o campeonato não importa para eles, porque é BALELA!! O time deles pode ser jovem, mas é mesclado com alguns jogadores de certa experiência, e que, “aos trancos e barrancos” encaixou, venceu o segundo turno do Estadual, coisa que o bem montado e experiente time do Londrina não conseguiu.
Então, antes de embarcarmos no que a imprensa tenta nos convencer, é preciso lembrar que não se tratava de um jogo qualquer, ERA UMA FINAL, de mando deles, com o estádio lotado à favor deles, num jogo onde eles TINHAM QUE REVERTER NOSSA VANTAGEM!
Somando estes fatores, e vendo que terminamos com um bom empate (sem contar que saímos na frente, demos um gol de presente e ainda levamos um segundo num lance “estranho”), percebe-se que o Coxa cumpriu seu papel de visitante indigesto, manteve suas vantagens, e levou a finalíssima pra casa com uma mão já grudada no troféu!!!!
Ficar simplesmente atendo-se no fato de que “na teoria” o Coxa “deveria” passar por cima, é encobrir tudo de concreto que envolvia o jogo e desmerecer o bom resultado conquistado!
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Estamos sim com um problema crônico defensivo.
Percebe-se que o time consegue criar, faz boas tramas ofensivas, mantém o jogo sob controle... mas qualquer bola alçada para nossa defensiva, é um “perereco” só!
Contra o Paraná os gols foram assim... e têm sido assim. Bolas bobas ou alçadas, que no “bate rebate” acaba transformando a zaga num pandemônio. Na tentativa de arrumar, acabamos desfazendo o posicionamento, perdendo a segunda bola, e quase sempre tomamos.
Está na hora da comissão técnica ver isso com mais cuidado. Porque não adianta trocar as peças. Falava-se da lentidão do Pereira, do destempero do Escudero, mas tanto com eles quanto com Chico, com Bonfim, a zaga continua nessa toada de “bate cabeça”.
Eu considero esse o principal problema, crônico até eu diria, do nosso time. O principal motivo de termos perdido pontos que nos teriam feito ganhar o segundo turno e o título por antecipação.
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Alex não jogou o que poderia. Mas isso é outra coisa que está sendo tratado de forma superficial.
Tudo bem, ele é craque... ele está com “a vida feita”... ele é maduro, responsável e sempre foi um atleta de boa cabeça. Realizado profissionalmente, rico, de família estável...
Tá... ok... mas todo mundo esquece de uma coisa: Alex é HUMANO!
E como um ser humano comum, ele guarda, além das suas alegrias, suas frustrações e seus anseios.
Pra quem não lembra, o menino Alex saiu daqui no final dos anos 90 dizendo: “Um dia eu volto não só para jogar, mas para conquistar um título pelo Coritiba.”
Alex saiu daqui como ídolo, mas sem nunca ter conquistado NADA!
É óbvio que para ela essa final vale muito.
Pode ser Sub-23, pode ser o “fraco” Paranaense... mas para Alex vale muito. Vale uma promessa, feita não só para a torcida alviverde, mas para si mesmo!
Portanto, é compreensível que, não só pela ansiedade, mas por também estar pendurado com dois cartões amarelos, Alex não tenha rendido tudo o que pode neste último atletiba. E ele sabe disso... assim como ele sabe que domingo que vem será o seu momento. Será a hora de, mais de 15 anos depois, realizar seu sonho de menino, ganhar um título com as cores do Verdão.
Domingo, não será o mundialmente renomado craque Alex que estará em campo... será aquele menino, que já foi chamado de Pachequinho, com seus anseios e medos mais infantis, realizando seu sonho de moleque... e nós estaremos lá, aplaudindo e fazendo parte desse momento mágico!
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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