O que estamos fazendo?
Vejam, não é difícil de perceber:
Se a salários atrasados prejudicam uma campanha vencedora, boatos inverídicos de salários atrasados prejudicam tanto quanto.
São dois lados de uma mesma moeda.
Se há erros administrativos, ou se há exagero por parte da torcida, ambas as suposições trabalham contra um pensamento vencedor necessário para a manutenção de um time na luta por títulos e por patamares elevados dentro do esporte. Obviamente, mesmo nos bons momentos, nem tudo são flores... Mas a análise reversa deve ser também feita, uma vez que, num mau momento, nem tudo são trevas.
Mas e por que estou escrevendo isso tudo? Simples, pra exemplificar que, independentemente do que esteja havendo, se há mesmo algum problema de preparação ou se tudo não passa de uma fase de azar, se há problemas administrativos ou tudo não passa de boataria, se temos ou não um elenco capaz de disputar títulos... Uma coisa não pode ser perdida: A UNIDADE DA TORCIDA.
Talvez seja reflexo da internet, onde a impessoalidade impera e muitas pessoas se sentem protegidas o suficiente para atacar ao invés de debater... Talvez seja fruto de um histórico sofrido, onde por anos o Coxa viveu um calvário, formando torcedores calejados...
Não sei... Sinceramente não sei... Mas se algumas derrotas machucam o nosso orgulho Alviverde, ver (ler) torcedores do Coxa se degladiando e jogando a responsabilidade uns nos outros, como se estivessem em lados opostos, machuca muito mais.
Não é porque um tem uma visão otimista e outro tem uma visão pessimista, que ambos deixam de ser Coxa da mesma forma. Não é porque um tem uma opinião diferente da do outro em relação à administração do clube, que ambos não estão em busca do mesmo objetivo, que é ver o Coxa cada vez maior.
Pergunto: Rotulações como “Cornetas” (a quem critica), “Alices” (a quem apóia), assim como já ouvimos “Gigizetes” (a quem apoiava a gestão de Giovani Gionedis) e hoje ouvimos “Vilsetes” (a quem apóia a gestão de Vilson Ribeiro de Andrade), servem para que, além de cada vez mais dividir a torcida e barrar muitas vezes uma discussão que poderia ser saudável e engrandecedora?
Sempre ouvimos rótulos pejorativos contra torcedores rivais... Agora, ver isso acontecer dentro de uma mesma torcida, beira o ridículo!
É gente a cada derrota saindo e gritando contra os “Revolucionários”.... É gente a cada vitória esbravejando contra os “Abutres”... E no meio disso tudo um time, um grupo de jogadores que, por incrível que pareça, usa as mesmas cores que estas duas “facções”! Existe lógica nisso?
O que queremos?
Ter razão? Ou ter um Coritiba forte e vencedor?
Não sei se meu otimismo é a chave para o sucesso do Coxa, mas também não tenha a certeza que o seu pessimismo seja!
Não estamos aqui para TER RAZÃO, mas sim para, cada qual à sua maneira, contribuir para um Coritiba cada vez maior.
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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