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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

Apatia contagiante

Estava pensando no que escrever e em como escrever... Mas estamos numa fase que é complicado não somente analisar o comportamento do time, mas tentar explicar alguma coisa.

Um ponto é fato: O time é inerte e segue sua toada, ganhando ou perdendo, em casa ou fora!

Chega a ser irritante ver os toques de lado e os passes curtos (quase sempre imprecisos), mesmo quando o time está perante sua torcida e perdendo o jogo.

Analisando friamente, os resultados têm vindo melhores fora de casa pelo simples fato do time se portar como uma “arapuca” e valer-se da sua inércia irritante para “cozinhar o galo”. Em casa, onde há a necessidade de impor-se, o resultado é sempre este que vemos, empates e derrotas emoldurados por uma inoperância angustiante.



No jogo de ontem, na derrota para o Flamengo, os únicos lampejos que tínhamos de perigo, vinham dos pés (e da vontade em agredir) de Geraldo. Mas aí o técnico sacou ele do time.

Não entendi bem a ideia, nem faço parte do dia a dia do clube para saber se Geraldo seria a melhor opção dali para a frente.... Mas me causou muita estranheza ver o treinador tirar uma das poucas (únicas) alternativas de ataque do time.

O “jovem” Zé Rafael entrou, “sedento” por agarrar essa nova chance após retorno de empréstimo... E jogou como um veterano! Não na sabedoria, mas na lentidão e na letargia de quem pouco pode contribuir.

Quem é o líder? Quem é que grita em campo?

Até que em dado momento, quando não se via mais alternativas, Zé Love começou a tentar sozinho. Insistentemente sozinho.

Talvez pensasse: “Tocar pra que? Pra quem?”... E o “bumba meu boi” entrou em cena, com dribles de cabeça baixa, quase sempre (sempre, sim...) sem efetividade alguma.

E a diretoria?

Bom, não sei o que ela pode efetivamente fazer nesse momento. Mas o que ela “não pode” fazer eu sei bem: Não pode ficar de pé, na pessoa do seu presidente, encarando torcedores indignados e chegando ao cúmulo de chamar alguns para a briga (lógico, cercado de seguranças).

Alex saiu da Tribuna “à francesa”, lá pelos 35 minutos do segundo tempo. Fez bem...

A impressão é que chegamos num daqueles pontos re ruptura, onde independentemente do resultado final (se trágico ou salvador) o clube precisa dar uma “guinada”.

“Fica Abel, fora Jacob Mehl!!! Fica Abel, fora Jacob Mehl!!!”, ou “Fora Dionézessss!!! Fora Dionézessss!!! Fora Dionézessss!!!”, ecoam tão familiares neste momento...

Guardadas as devidas diferenças, o que estes momentos têm em comum? Talvez o fato de, em longo prazo, nada ter mudado!

O que precisamos hoje é uma mudança de mentalidade, NÃO DE PEÇAS simplesmente!

xxx

Falando de bola?

Bom, acredito que o repertório do técnico Celso Roth terminou.

Iniciou muito bem, deu consistência à uma zaga completamente perdida e introduziu uma excelente postura para jogos fora de casa (coisa que não víamos há anos).

Porém, a inércia e indolência do time, principalmente em jogos dentro de casa é talvez um dos efeitos colaterais dessa melhora nas partidas fora.

Precisamos urgentemente de um choque no elenco. Talvez uma nova mentalidade.

Jogar mais bola eu acredito que seja impossível (e nem acho que precise muito mais bola para se salvar), mas uma injeção de gana e vontade seria primordial para almejar alguma coisa.

Está na hora de um psicólogo, não de um técnico.

Um abraço!!
Luiz Berehulka


Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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