Confirmação
98 na Rede @futebol98 3 min
#Coritiba - "Traremos pontualmente jogadores. Mas não teremos grandes novidades", diz Paulo Thomaz de Aquino.
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#Coritiba - "Precisamos buscar o equilíbrio. Tivemos um 2013 em que gastamos bastante", confessa o vice-presidente do Coxa.
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Conforme coloquei na minha derradeira (e extensa) coluna de 2013 (onde analisei os fatos nevrálgicos que marcaram o ano que se passou), vi o Coritiba dando “um passo maior que a perna”. Muito provavelmente pelo ineditismo de ter um craque como Alex no time, o clube apostou num time titular forte, mesmo que para isso abrisse mão de um elenco equilibrado.
Talvez tenha sido muita confiança nos reservas, ou nas categorias de base... Talvez nenhuma dessas opções. Porém, o que houve, de fato, foi que o Coritiba tentou formar um 11 forte (e digno da qualidade de Alex), deixando de lado uma reposição à altura na suplência.
Os reflexos disso foram contratações caras, altos salários e uma disparidade entre atletas que não é nada saudável para um grupo de jogadores.
Quando Aquino diz “Precisamos buscar equilíbrio” e “Tivemos um 2013 em que gastamos bastante”, vejo a confirmação de todas essas impressões sobre a temporada que se passou, e, por isso mesmo, me renovo em esperança.
Encerrei aquela coluna desejando fortemente que os erros de 2013 tenham sido aprendidos, e, pelo visto, foram.
Contratações pontuais, nenhuma “grande” novidade, busca de equilíbrio e controle de gastos pode soar desesperançoso para o ano que se inicia. No entanto, é mostra clara que os percalços que marcaram 2013 foram assimilados e estão na pauta de correções para esta próxima temporada.
O que temos que por na cabeça (e aí incluo também a direção, não apenas a torcida), é que o Coritiba, em âmbito nacional, não é um clube grande! Nosso Coxa, é sim, um clube médio, e como tal, deve agir em todas as suas esferas. Nossa captação de recursos é inferior ao primeiro escalão (Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e etc), nossa capacidade de folha salarial é menor, nossa representatividade na CBF é menor.
Essa disparidade não é culpa nossa. A segregação que as ditas “quotas de TV” traz é algo que precisa urgentemente ser revisto no futebol brasileiro.
Mas enquanto isso não acontece, temos que trabalhar “no fio da navalha”, contratando certo e com parcimônia. Apostar alto em algum jogador, é também assumir um risco alto caso essa contratação não vingue... E isso é um luxo que o Coritiba não pode correr.
Equilíbrio e austeridade... Estão aí os erros de 2013, estão aí os focos de 2014.
Um abraço!!
Luiz Berehulka
Sobre o autor
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.
Sobre o blog
Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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