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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

É o caminho

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra...

Perdemos, é verdade. Mas um jogo fora, contra um adversário que está no G8 e jogando uma boa partida (sim, uma boa partida).

Semana passada vencemos em casa, o vice líder São Paulo. Já tínhamos vencido um concorrente direto, a Chapecoense, também dentro de casa.

Reparem que, pra um time que sequer vencia as partidas em seus domínios, estamos desempenhando um bom segundo turno. Mantemos os resultados dentro do planejado e vamos, pouco a pouco, desgarrando ali da parte de baixo.

Já chegamos a sair da zona de rebaixamento (que nos “segurava” há longas 18 rodadas), voltamos agora por critérios, mas o Brasileirão ainda está longe de terminar.

Como disse anteriormente, nosso Campeonato é esse: Fugir do rebaixamento! E temos time pra isso. Resta-nos acreditar e torcer.


Criar factóides, fazer terra arrasada nas derrotas ou vociferar porque não estamos brigando “lá em cima” vai acabar minando o único trunfo que temos: Um time qualificado para escapar, com folga, dessa inglória posição.

Vamos encarar os fatos, assimilar a realidade. Não é um bom ano, não têm sido os dois últimos... Mas se temos, minimamente, condições de fugir disso e “começar de novo” em 2015, vamos acreditar, apoiar e fazer isso acontecer.

xxx

O jogo foi bom. Apesar da derrota por 1 a zero, o time se portou bem.

Não concordo quando dizem que jogamos fechado buscando os contra ataques. Vi um Coritiba ditar o ritmo no primeiro tempo e não abrir o placar no detalhe. Ao contrário, foi o Sport que assustou apenas em jogadas rápidas de contra golpe.

No segundo tempo o Sport adiantou sua marcação e foi em busca de fazer valer o mando. O Coxa sentiu.

Marquinhos demorou a perceber e, quando percebeu, mexeu mal.

Num jogo onde a velocidade de Geraldo poderia criar uma confusão na defesa pernambucana (que se via tranquila naquele momento), a “re estréia” de Aquino não foi uma boa opção.

E depois Keirrison, entrando num “momento chave”, com a gana de quem disputa uma partida de damas no Passeio Público, foi praticamente a decretação da derrota.

A propósito, como é que um time repleto de atacantes vai conseguir fazer gol, se o meio está “despovoado”?

As jogadas precisam ser criadas antes de serem concluídas... Não?

Marquinhos precisa rever alguns de seus conceitos.

Um abraço!!
Luiz Berehulka

Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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