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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

Momento de ruptura



A atitude já foi outra. O Brasil marcou no campo do adversário e dominou o primeiro tempo de uma maneira que até assustou a Colômbia. Tanto não esperavam tal atitude, que os Colombianos tomaram o gol inicial e demoraram muito para “entrar” na partida.

Porém, apesar do resultado bom de 2 a 1, o segundo tempo trouxe novamente o Brasil dos primeiros jogos: Sem meio campo e com ligações diretas da zaga ao ataque.

Por que?

Simples: Porque no primeiro tempo, o ímpeto brasileiro atordoou os colombianos, que não conseguiram impor sua marcação de forma eficaz. Na segunda etapa, já com a partida mais “fria”, a Colômbia impôs sua forte marcação, Neymar “desapareceu” e o Brasil se perdeu na armação de jogadas (como sempre).

Talvez a contusão de Neymar seja o estopim para o teimoso Felipão corrigir o time na questão da criatividade. Com sua saída, o selecionado nacional deixará de jogar em sua função (com todas as bolas tendo que passar por ali), ficando "indedependente” de suas atuações.

Obviamente, na recomposição da meia cancha (sem Neymar), o técnico deverá centralizar mais Oscar, que certamente terá uma melhora considerável no seu futebol. Jogando lateralizado, Oscar está muito aquém do que pode mostrar.

Mas quem entra no lugar de Neymar?

Ao que parece, Willian está bem contado. Eu sonharia em ver Bernard fechar um trio de atacantes, mas duvido que Felipão “arrede pé” da sua filosofia defensivista.

Agora é a Alemanha, numa semi final digna de Copa do Mundo. Se o Brasil não estiver no seu melhor, não passa. A seleção alemã é determinada, burocrática e fria.

Se a lesão do considerado melhor jogador brasileiro é algo a se lamentar, o “momento de ruptura” é bem vindo. Cria-se um “divisor de águas”, dá-se um choque no elenco e remexem-se as “certezas” do treinador, além de incutir no grupo um sentimento de gana maior (o tal “jogar por ele”).

Necessitávamos de um “chacoalhão”... Não precisava ser assim, mas que se extraia o que de melhor esse momento pode nos trazer.

Um abraço!!
Luiz Berehulka

Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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