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Reflexões em Verde e Branco
Reflexões em Verde e BrancoLuiz Berehulka

O bom momento

Há muito tempo aprendi uma coisa: O futebol é cíclico e vive de momentos. Como numa roda gigante, algumas vezes estamos em alta (enquanto rivais se mantém lá em baixo), assim como em outras vezes somos nós que amargamos a parte de baixo do ciclo!



Quando o momento é bom, a bola “espirrada” se torna chance de gol... Ou até mesmo o pênalti perdido acaba entrando no rebote.

Mas nada vem de graça!

O Coritiba iniciou o ano com uma meta pré estabelecida e criteriosamente colocada em prática: Os meninos iniciariam o Paranaense e teriam a chance de mostrar seu futebol com tempo para desenvolver e “encaixar”, assim como o time tido “titular” faria uma pré temporada ideal, com o prazo correto de preparação e carga individualizada de trabalhos, afim de preparar o grupo da melhor maneira para o calendário do ano.

Reforços pontuais foram chegando do lado de lá, a garotada pôde trabalhar independentemente dos resultados de campo (não que não tivesse havido pressão, mas tudo dentro da normalidade e da capacidade de “absorção” desse time mais jovem) do lado de cá... E a curva ascendente começou a surgir.

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No Paranaense, o time “B” do Coxa começou perdendo, apesar de não ter feito uma má apresentação (toleremos o fato de ter sido a primeira partida do ano, um calor escaldante ou um adversário de bom nível dentro de seus domínios). Aprimorou-se e, numa melhor apresentação empatou a segunda partida ainda jogando fora de casa.

O terceiro jogo era um clássico, contra o Paraná. De um lado um Coritiba jovem que há muito tempo não entrava neste clássico sem a alcunha de favorito, do outro um Paraná que poupou jogadores durante a semana para encarar completo e descansado o Coxa, regozijando-se de um favoritismo que mal recordava-se.



Não se pode negar que, estruturalmente, o Paraná jogou melhor. Era um time melhor “armado” e que procurava mais o jogo.

Do lado do Coritiba, o time manteve a sua toada, de tocar a bola e esperar o adversário.

As diferenças se sobressaíram em pontos específicos. Apesar de melhor postado, o Paraná esbarrou na excelente defensiva alviverde, com Wallyson, Bonfim e o excelente goleiro William. Por outro lado, o Coritiba teve peças que, individualmente, fizeram a diferença:

Dudu vem crescendo a cada jogo e mostrando que pode ser muito bem aproveitado no elenco de cima.

Denner está deixando Djair para trás e assumindo a vaga de promessa como segundo volante que tem habilidade para carregar a bola e armar jogadas. Seu bom posicionamento lhe coroou com o primeiro gol da partida, em passe de Dudu, que achou espaço no meio de um amontoado de jogadores.

Apesar da posse de bola Paranista, o time da Vila mostrou o chamado domínio estéril, sem efetividade e que dava espaços para o contra ataque alviverde. Num desses, o pênalti já no final da partida, perdido por Keirrison, mas assinalado no rebote por Primão, que deu números finais à partida.

Primão, abra-se um parênteses, é um dos mais cobrados (por sua rodagem), assim como Djair e Zé Rafael. Ainda não fez uma boa apresentação, mas seu choro ao marcar o gol, mostra que essa “piazada” sabe muito bem da chance que estão tendo a da determinância que isso terá em suas carreiras.

É bom que todos tenham essa consciência e lutem por seus espaços... Suas carreiras e o Coritiba só têm a ganhar com isso!

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E em Foz, o Coxa realizou um jogo treino com o Cerro do Paraguai. Resultado: 9x1 pro time verde.



Tudo bem, era treino, as marcações não são rígidas como em jogos oficiais, o Cerro não é um time de ponta, e blá, blá, blá, blá... Mas 9x1 não é um resultado a se fazer vistas grossas.

Se “do lado de cá” as coisas estão começando a dar certo e animar a torcida, “do lado de lá” tudo parece seguir o mesmo diapasão. E que assim seja... E que assim continue!

Parece que ingressamos num bom momento, que o trabalho e as metas traçadas começam a recolocar-nos na tão almejada “boa fase”.

É cedo?

Óbvio que sim... Mas é muito melhor começar uma jornada com céu limpo, não?

Um abraço!!
Luiz Berehulka

Sobre o autor

Luiz Berehulka
Luiz Berehulka, advogado, designer, músico e coxa branca desde criancinha! Frequenta o Couto desde sempre e não se contenta em simplesmente torcer, está constantemente contribuindo com o clube e usando seu tempo livre para promover as cores do Coritiba. Foi autor da conhecida versão lenta do Hino Eterno Campeão de Francis Night, já tocou seus arranjos das músicas do Coxa em diversos eventos do clube e é pai do André, o menininho que ficou famoso no Youtube cantando o hino inteiro do Coxa quando tinha só dois aninhos. Sempre que pode está nas redes sociais, debatendo as coisas do seu time de coração e divertindo os amigos (e irritando os adversários) com suas montagens sarcásticas.

Sobre o blog

Sabe aquele bate papo entre torcedores, amigos ou colegas de trabalho? Aquela situação levantada no churrasco, ou aquela dúvida que de repente alguém ouviu do amigo do primo do vizinho do fulano? Então, essa é a ideia do blog! Sem obrigação de seguir uma filosofia, ou mesmo uma tendência, a intenção é trazer sempre temas atuais relativos ao Coritiba, com o objetivo de simplesmente pensar o Coritiba... refletir sobre o Coritiba dentro de uma ótica de torcedor.
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